O mercado internacional de soja absorveu ao longo da semana os surpreendentemente baixistas dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na tarde de sexta (12).
O relatório indicou safra e estoques acima do esperado nos Estados Unidos e um corte abaixo do aguardado na produção brasileira:
- Produção dos EUA: 113,35 milhões de toneladas;
- Estoques finais: projetados em 7,62 milhões de toneladas;
- Safra brasileira: estimada em 157 milhões de toneladas.
O tamanho da safra nacional, após os efeitos climáticos, ainda domina as atenções do mercado. Os números do USDA e da Conab (155 milhões de toneladas) estão acima da média das consultoria privadas. Safras & Mercado, por exemplo, indica produção de 151,3 milhões de toneladas.
Influência em Chicago
O corte na produção, liderado pela queda no ciclo do maior estado produtor, o Mato Grosso, não chegou a impactar os contratos futuros em Chicago. O motivo é que a safra vinda da América do Sul ainda é volumosa.
Além das 150 milhões de toneladas do Brasil – abaixo do esperado (acima de 160 milhões), mas ainda uma safra cheia – , se espera maiores safras do Paraguai, Uruguai e, principalmente, da Argentina.
O país vizinho e terceiro maior produtor mundial é um caso à parte. No ano passado, a produção foi dizimada pelo clima seco, colhendo em torno de 20 milhões de toneladas somente.
Agora, com o bom desenvolvimento das lavouras, há previsões de que até 30 milhões de toneladas poderão ser acrescidas no país vizinho, ou seja, chegando a 50 milhões de toneladas.
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