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    Home»Destaque»Dica: Cultivar de capim-elefante é opção de forragem durante seca
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    Dica: Cultivar de capim-elefante é opção de forragem durante seca

    BarthimanBarthimanmarço 12, 2024
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    Em recente artigo, pesquisadoras da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) recomendam o uso da cultivar de capim-elefante BRS Capiaçu como alternativa de forragem produtiva, viável e nutritiva para o gado, durante períodos de seca, graças à sua ampla resistência ao déficit hídrico.

    A produção de alimento para rebanhos bovinos em épocas de estiagem é um desafio constante para pecuaristas brasileiros, que precisam fazer um planejamento forrageiro e escolher espécies de capim adequadas com antecedência, para que cresçam durante o período de chuvas. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp Justiça expulsa MST e devolve 7.600 hectares para fazendeiros

    Desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 2016, a BRS Capiaçu tem sido recomendada para regiões tropicais e subtropicais, pois apresenta altos níveis de produtividade, mesmo em épocas de escassez hídrica, podendo chegar a 300 toneladas por hectare ao ano. Além disso, as plantas apresentam touceiras eretas e densas, o que faz com que tenham tolerância ao tombamento, fator que facilita a colheita mecânica.

    A cultivar é indicada tanto para o fornecimento verde direto no cocho quanto para a ensilagem, processo no qual a forragem é cortada, compactada e vedada, para que ocorra fermentação e, com isso, a preservação de suas qualidades nutricionais. Lavoura experimental de capim-elefante BRS Capiaçu, no Campo Experimental Santa Rita, em Prudente de Morais (MG). Foto: Larissa Grazielle Paulino Melo/Epamig

    “Outra característica importante da BRS Capiaçu é que ela apresenta uma fibra de melhor qualidade em relação às outras cultivares de capim-elefante, propiciando um melhor desempenho animal’, explica a pesquisadora da EPAMIG, Karina Toledo. “Ela também possui um teor mais alto de carboidratos solúveis, o que favorece o seu fornecimento verde no cocho dos bovinos’, complementa. Foto: Larissa Grazielle Paulino Melo/Epamig Experimentos com a BRS Capiaçu na EPAMIG

    Atualmente, a EPAMIG conduz pesquisas que avaliam produtividade, valor nutricional, diferentes idades de corte e estratégias mais eficazes de ensilagem da BRS Capiaçu.

    “Estamos testando diferentes alturas de corte e inclusões do fubá de milho como aditivo sequestrante de umidade. Esses aditivos absorvem a água presente no material que será ensilado e elevam o conteúdo da matéria seca, melhorando a fermentação e reduzindo possíveis perdas durante o processo de ensilagem’, detalha a pesquisadora da EPAMIG, Fernanda de Kássia Gomes.

    Segundo ela, a equipe do Campo Experimental Santa Rita, localizado em Prudente de Morais (MG), iniciou, nos últimos meses, a coleta de materiais para o projeto, oriundos de uma Unidade Demonstrativa de BRS Capiaçu implantada no local. “É válido ressaltar que, graças a essa Unidade Demonstrativa, também pudemos realizar doações de mudas para alguns produtores da região, que nos enviaram um retorno muito positivo’, comenta Fernanda. Foto: José Arnaldo Cardoso Pena Sucesso entre os produtores

    O pecuarista e engenheiro agrônomo, José Arnaldo Cardoso Pena, foi um dos produtores que aderiu ao uso da BRS Capiaçu em sua propriedade, em Sete Lagoas (MG). Há três anos, ele utiliza a cultivar como forragem para os animais de seu rebanho, que conta com cerca de 650 cabeças de gado.

    Ele destaca a produtividade significativa da cultivar e a boa aceitação por parte dos animais. “Hoje, cada corte da BRS Capiaçu dá acima de 50 toneladas por hectare, o que representa quase o dobro do que eu produzia com a Napier, cultivar de campim-elefante que utilizávamos antes’, revela o produtor. “Foi uma tecnologia de grande impacto, pois o perfilhamento das plantas e o desempenho dos animais também têm sido superiores. As empresas de pesquisa, como a Embrapa e a EPAMIG, têm nos auxiliado bastante a alcançar maior produtividade, com melhores resultados e custos reduzidos’, finaliza José Arnaldo

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