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    Home»Destaque»Dólar abre em baixa, em dia de agenda vazia, com mercado analisando dados da semana
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    Dólar abre em baixa, em dia de agenda vazia, com mercado analisando dados da semana

    BarthimanBarthimanoutubro 11, 2024
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    O dólar abriu em baixa nesta sexta-feira (11), em um dia de agenda esvaziada de indicadores econômicos importantes, mas com o mercado repercutindo os dados divulgados ao longo de toda a semana.

    Os destaques foram os novos números de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.

    Por aqui, a inflação acelerou e subiu em setembro, puxada sobretudo pelo aumento da conta de luz e pelos preços dos alimentos, consequências da grave seca que atinge o país. Isso fez o mercado reforçar suas expectativas de que o Banco Central do Brasil (BC) deve continuar elevando a Selic, taxa básica de juros, nos próximos meses.

    Já lá fora, a inflação também subiu, mas com menor intensidade e mostrando uma desaceleração, ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho americano dá sinais de arrefecimento. Investidores esperam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) continue cortando os juros no país, mesmo que com menor intensidade.

    Veja abaixo o resumo dos mercados.

    • MOTIVOS: Ibovespa tem melhor mês desde novembro, mas dólar não segue o entusiasmo
    • DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?

     

    Dólar

     

    Às 09h15, o dólar caía 0,24%, cotado a R$ 5,5732. Veja mais cotações.

    No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,02%, a R$ 5,5866.

    Com o resultado, acumulou:

    • alta de 2,40% na semana;
    • avanço de 2,56% no mês;
    • ganho de 15,13% no ano.

     

    Ibovespa

     

    O Ibovespa começa a operar às 10h.

    Na véspera, o índice subiu 0,30%, aos 130.353 pontos.

    Com o resultado, acumulou:

    • queda de 1,09% na semana;
    • perdas de 1,11% no mês;
    • recuo de 2,86% no ano.

     

    A semana foi marcada pela divulgação de dados de inflação.

    Nesta quinta-feira, foi a vez dos Estados Unidos. Segundo dados do Departamento de Trabalho, os preços ao consumidor subiram 0,2% no mês passado, acima do esperado pelo mercado. Nos 12 meses encerrados em setembro, por sua vez, a alta foi de 2,4% —a menor leitura desde fevereiro de 2021.

    Os dados de emprego, por outro lado, indicaram um arrefecimento no mercado de trabalho norte-americano. Ainda segundo o órgão, foram registrados 258 mil pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, uma alta de 33 mil solicitações.

    Os dados, considerados divergentes quanto aos sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana, trouxeram volatilidade aos mercados nesta quinta-feira.

    Ainda assim, o viés de queda prevalece. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado prevê uma chance de 84,3% de que o Fed reduza as taxas básicas norte-americanas em 0,25 ponto percentual na reunião de novembro.

    Nesse sentido, a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgada na véspera, também continuou no radar.

    O documento apontou que uma “maioria substancial” das autoridades do Fed apoiaram o início da flexibilização da política monetária norte-americana na reunião de setembro — ou seja, o corte dos juros.

    Segundo Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, a ata do Fed passa a impressão de que o corte de 0,50 ponto percentual foi uma consequência da possível demora da instituição em iniciar o ciclo de quedas.

    No entanto, “a divergência sobre cortar 0,25 ou 0,50, que não era obvio no texto da decisão, mostra que o Fed não quer um ciclo agressivo de corte de juros. Além disso, os dados desde a última reunião caminharam em direção contrária à visão do comitê, reforçando que 0,5% não deve ser repetir à frente”, analisa Borsoi.

     

    g1
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