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    Home»Destaque»Brasil avança em mercados de carne dos EUA
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    Brasil avança em mercados de carne dos EUA

    BarthimanBarthimanoutubro 15, 2024
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    O comércio mundial decarnebovina mantém demanda forte neste ano e 13 milhões de toneladas sairão das fronteiras de países exportadores para importadores.

    O Brasil é o destaque. As exportações de janeiro a setembro atingiram o recorde de 2,1 milhões de toneladas, com receitas externas de US$ 9,2 bilhões, segundo aAbiec(Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).

    As perspectivas para o mercado externo brasileiro são de crescimento também em 2025, embora a produção interna deva cair para 11,8 milhões de toneladas, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

    Na configuração de 2024 e de 2025, Brasil e Austrália ganham participação em mercados ocupados pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

    Demanda externa, seca, pastagens ruins, abate de fêmeas. Cada país teve seu motivo para aumentar os abates, e a consequência é uma oferta mundial de 61,4 milhões de toneladas dessa proteína no mundo.

    A China se encarrega de ficar com boa parte das exportações mundiais. Só no Brasil, os chineses adquiriram 935 mil toneladas até setembro, 45% do total exportado pelo país.

    A consequência do aumento de produção de carne neste ano é uma redução do rebanho em 2024 e em 2025. Nas contas do Usda, serão 923 milhões de cabeças de gado no mundo em 2025, 1% a menos do que neste ano.

    Isso reduz a produção mundial de carne bovina para 60,9 milhões de toneladas no próximo ano, mas as exportações praticamente ficam sem alterações. A China, que manterá alta no consumo, vai adquirir 3,83 milhões de toneladas em 2025, volume superior ao deste ano.

    A produção americana, uma das principais no mundo, perde ritmo e recua para 11,8 milhões de toneladas. Com isso, o potencial de exportação dos americanos cai para 1,18 milhão de toneladas, e a necessidade de importação sobe para 2 milhões.

    Boa parte dessa necessidade de compra dos EUA está sendo abastecida pelo Brasil, que, neste ano, já enviou 147 mil toneladas para o país.

    Fazenda em Stowell, no Texas -Jonathan Bachman – Reuters

    Os australianos, tradicionais exportadores de carne para Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, mercados que remuneram melhor, vão aumentar em 2% a produção no próximo ano, segundo o Ministério da Agricultura.

    Os argentinos, que já colocaram 493 mil toneladas de carne bovina no mercado externo até agosto, estão com crescimento de 9% no ano, segundo o Indec (instituto de estatísticas da Argentina). Consumo interno per capita —o menor desde 1920—, pressão da inflação e novas políticas de incentivo às exportações permitem um cenário externo melhor para os exportadores argentinos.

    Os uruguaios aumentaram em 11% as exportações de carne bovina no exercício 2023/24, sendo os principais destinos a China, Estados Unidos e União Europeia, segundo o Inac (Instituto Nacional de Carnes).

    Na União Europeia, após um aumento no primeiro semestre, a produção fecha o ano com queda de 0,5%, nos cálculos do Eurostat. A tendência continua em 2025, com recuo de 1%, devido à escassez de bovinos em vários países do bloco.

    Mesmo com a queda na produção, os europeus esperam alta de 10% nas exportações deste ano. Em 2024, as importações europeias de carne bovina devem cair 2%, voltando a recuar 1,5% em 2025. O quadro global está muito competitivo, e o Brasil está encontrando novos mercados, segundo os analistas da União Europeia.

    Consumo mundial

    O consumo mundial de carne bovina deverá atingir 59,6 milhões de toneladas neste ano. No próximo, recua para 59,2 milhões, segundo o Usda. Em 2025, Brasil e Estados Unidos lideram a produção mundial, com 11,8 milhões de toneladas cada um. China e Estados Unidos lideram as importações (Folha, 15/10/24)

    batanews

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