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    Home»Destaque»Paraná reforça importância do monitoramento e da vacinação contra a poliomielite
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    Paraná reforça importância do monitoramento e da vacinação contra a poliomielite

    BarthimanBarthimanoutubro 29, 2024
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    Correr, brincar, pular e viver uma infância plena é essencial para as crianças, mas a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, pode interromper esses momentos, comprometendo a saúde e o desenvolvimento. Neste 24 de outubro, Dia Mundial de Combate à Poliomielite, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da imunização e da vigilância constante para garantir que o Estado permaneça livre da doença.

    A poliomielite é uma infecção viral grave que pode causar paralisia flácida súbita, afetando principalmente crianças menores de 5 anos. A vacinação é a única forma eficaz de prevenção, pois não existe tratamento específico para a doença. O Paraná já está livre de casos de poliomielite há 38 anos, enquanto o Brasil não registra a circulação do vírus há 35, e as Américas, há 30 anos. No entanto, o combate continua uma prioridade global, dada a possibilidade de reintrodução do vírus em regiões como o Brasil.

    O secretário de Estado da Saúde do Paraná, César Neves, destacou a importância de manter a imunização e a vigilância para proteger a população.

    “Estamos comemorando quase quatro décadas sem poliomielite no Paraná, mas isso só foi possível graças ao compromisso da população em se vacinar. Nossa vigilância deve ser cada vez mais reforçada e nossa cobertura vacinal precisa aumentar, pois a reintrodução do vírus é uma ameaça real. A vacina é o único caminho para proteger nossas crianças”, ressaltou Neves.

    VACINAÇÃO – De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), a partir de 4 de novembro as doses de reforço aos 15 meses de idade, anteriormente aplicadas com a vacina oral (VOPb), popularmente conhecida como “gotinha”, foi substituída pela vacina inativada (VIP), que é injetável.

    Agora, o esquema vacinal consiste em quatro doses: a primeira aos 2 meses, a segunda aos 4 meses, a terceira aos 6 meses e uma dose de reforço aos 15 meses. A dose de reforço aos 4 anos não será mais necessária, já que o esquema atual de quatro doses garante proteção adequada. Essa atualização foi feita com base em critérios epidemiológicos e recomendações internacionais.

    A cobertura vacinal da VIP no Paraná em crianças menores de um ano foi de 80,75% em 2021, de 84,12% em 2022 e 91,80% em 2023, de acordo com dados do Painel de Cobertura Vacinal do Ministério da Saúde – a meta preconizada pelo MS é de 95%.

    VIGILÂNCIA – Recentemente, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um alerta após a detecção de poliovírus derivado vacinal tipo 3 em águas residuais na Guiana Francesa, na fronteira com o Amapá. Esse fato reforça a necessidade de intensificar as ações de vigilância no Brasil, especialmente na detecção, investigação e coleta rápida de todos os casos de Paralisia Flácida Aguda (PFA) em menores de 15 anos. A PFA, caracterizada pela paralisia súbita dos membros, pode ser um sinal de poliomielite e requer monitoramento contínuo.

    No Paraná, a meta é a notificação de, no mínimo, 23 casos de PFA por ano em menores de 15 anos, já que trata-se de um dos sintomas da poliomielite. Após a notificação é realizado o exame de fezes e, com resultado negativo para o poliovirus na amostra, o caso é descartado. Isso garante a detecção precoce de uma possível circulação do vírus. Em 2024, o Estado já notificou 27 casos de paralisia flácida aguda. Esse monitoramento contínuo é essencial para uma resposta rápida e eficaz contra a paralisia infantil.

    Além disso, é importante monitorar viajantes que apresentem sintomas condizentes com poliomielite e que estiveram nos últimos 30 dias em áreas com circulação do vírus, como Afeganistão, Paquistão, algumas regiões da África e a Faixa de Gaza.

    “A vacina está disponível gratuitamente em todos os 399 municípios paranaenses. Tanto a imunização quanto a vigilância contínua são fundamentais para que o Paraná permaneça livre da poliomielite, garantindo que as próximas gerações cresçam saudáveis e livres dessa grave ameaça,” ressaltou Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa.

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