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    Home»Destaque»MPF processa a Igreja Universal por assédio judicial contra jornalista
    Destaque

    MPF processa a Igreja Universal por assédio judicial contra jornalista

    BarthimanBarthimanfevereiro 8, 2025
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    O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro acionou a Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus por assédio judicial contra o jornalista e escritor João Paulo Cuenca, alvo de mais de 100 ações movidas por pastores.

    Os procuradores pedem que o Judiciário condene a IURD a pagar uma indenização de pelo menos 5 milhões de reais por danos morais coletivos. O montante se destinaria ao financiamento de projetos para combater a violência contra jornalistas.

    Em junho de 2020, J.P. Cuenca escreveu no X (Twitter, à época) que “o brasileiro só será livre quando o último Bolsonaro for enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal”.

    Trata-se de uma referência à frase de Jean Meslier (1664-1729): “O homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”.

    Na ocasião, o jornalista comentava uma notícia sobre a destinação de verbas de comunicação do governo de Jair Bolsonaro (PL) para canais de rádio e televisão pertencentes a igrejas evangélicas.

    Segundo o MPF, a Universal organizou a apresentação, por vários de seus pastores, de mais de uma centena de ações praticamente idênticas contra o jornalista, em 19 unidades da Federação.

    Para os procuradores dos Direitos do Cidadão Julio Araújo e Jaime Mitropoulos, houve um exercício abusivo do direito de petição e do acesso à Justiça, além de uma violação às liberdades de expressão e de imprensa, por meio de uma estratégia para silenciar e constranger o jornalista.

    O MPF sustenta que os pastores da IURD ajuizaram ações em diferentes cidades e estados — dificultando a defesa — e pediram indenizações que somavam 3,3 milhões de reais.

    A Universal, por sua vez, argumenta que as ações decorrem de iniciativas individuais de cada pastor.

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