Close Menu
NCV NewsNCV News
    NCV NewsNCV News
    • Home
    • Destaque
    • Policial
    • Saúde
    • Economia
    • Esportes
    • Política
    • Geral
    • Cidades
    • Internacionais
    • Curriculum
    NCV NewsNCV News
    Home»Destaque»Plano para reabilitar Bolsonaro às urnas pode ser ‘voo de galinha’ ainda que o Congresso enfraqueça Ficha Limpa
    Destaque

    Plano para reabilitar Bolsonaro às urnas pode ser ‘voo de galinha’ ainda que o Congresso enfraqueça Ficha Limpa

    BarthimanBarthimanfevereiro 8, 2025
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email WhatsApp

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciou 2025 no modo sobrevivência: acuado por indiciamentos em série, à espera de uma (quase certa) denúncia da Procuradoria-Geral da República e inelegível até 2030, lança todas as suas fichas em uma reabilitação política para manter o controle da extrema-direita, em meio a um cenário de pulverização de candidatos a lideranças.

    A mais nova aposta é um projeto de lei que reduz de oito para dois anos o período de inelegibilidade, por meio de um enfraquecimento da Lei da Ficha Limpa — que a direita, ao longo dos últimos 15 anos, dizia em peso defender.

    A tramitação da proposta, de autoria do deputado bolsonarista Bibo Nunes (PL-RS), é repleta de truques. Em tese, ele não altera a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135, de junho de 2010), mas a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64, de maio de 1990).

    Na prática, contudo, dá uma nova redação a um dispositivo da Lei das Inelegibilidades alterado pela Ficha Limpa — esta é o alvo final.

    Para tentar negar que o projeto é sob medida para ele próprio, Bolsonaro tem calibrado o discurso. O argumento central, agora, é que a Ficha Limpa virou uma lei para perseguir a direita. O ex-capitão foi taxativo nesta sexta-feira 7: “Eu sou até radical. O ideal seria revogar essa lei, que assim não vai perseguir mais ninguém e quem decide se vai eleger ou não o candidato é você”.

    Poderia surpreender o fato de se tratar do mesmo político que atacou o Supremo Tribunal Federal por ter anulado as condenações do presidente Lula (PT) devido às ilegalidades da Lava Jato e, com isso, reabilitado o petista ao jogo eleitoral.

    Tornar-se elegível novamente é o eixo jurídico central do plano de Bolsonaro neste momento, ao menos enquanto o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não se pronuncia sobre os indiciamentos nos casos das joias, da falsificação de cartões de vacina e da tentativa de golpe de Estado.

    O restabelecimento de sua elegibilidade, avaliam bolsonaristas, poderia fortalecer Bolsonaro em um eventual julgamento sobre a conspiração golpista de 2022. A projeção atual é que Gonet ofereça a denúncia nas próximas semanas e que o STF conclua a análise da acusação e, posteriormente, da ação penal até o fim deste ano. É improvável que a Corte se debruce sobre um caso tão impactante em ano de disputa presidencial.

    Para o especialista em Direito Eleitoral Alexandre Rollo, doutor em Direito das Relações Sociais pela PUC-SP e professor de pós-graduação em Direito Eleitoral do TRE-SP, a tendência é que o Supremo não declare inconstitucional uma eventual mudança no período de inelegibilidade, ainda que se considere o casuísmo da discussão.

    O argumento é que se o Congresso pôde ampliar esse prazo por meio da Ficha Limpa ao alterar a Lei das Inelegibilidades, também tem o direito de reduzi-lo mediante a aprovação de um novo projeto.

    Mesmo que o Legislativo chancele a proposta desenhada para livrar Bolsonaro, porém, há uma chance real de a boia furar rapidamente em mar revolto: uma condenação no STF por envolvimento na trama golpista de 2022 retiraria novamente o ex-presidente das urnas. E possivelmente por muito mais tempo.

    A Polícia Federal indiciou Bolsonaro no inquérito do golpe por três crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos de prisão), golpe de Estado (4 a 12 anos) e organização criminosa (3 a 8 anos).

    Caso a PGR de fato apresente uma denúncia, o primeiro passo será o STF recebê-la ou rejeitá-la, o que deve ocorrer na Primeira Turma, formada por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. Se o colegiado aceitar a acusação, haverá a abertura de uma ação penal e, ao fim dela, os ministros decidirão se condenam ou absolvem os réus. Será nesse momento, em caso de condenação, que eles definirão a pena.

    Desde já, a situação de Bolsonaro não é boa. Entre os condenados pelo STF por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro, por exemplo, mais de 200 entram na categoria considerada grave, com penas que variam de três a 17 anos de prisão.

    “Se ele for condenado a 20 anos, ficará 20 anos com os direitos políticos suspensos. Além dos 20 anos, seriam mais dois anos de inelegibilidade após o cumprimento da pena [caso o Congresso mude a Ficha Limpa]”, explica Alexandre Rollo.

    A suspensão de direitos políticos após se esgotar a possibilidade de recursos implica, entre outras limitações, a impossibilidade de votar e ser votado. Ou seja, Bolsonaro permaneceria longe das urnas ao longo de todo esse período, salvo alguma reviravolta em outra conjuntura política e jurídica.

    Segundo a PF, o ex-capitão planejou e exerceu um domínio direto sobre os atos de uma organização criminosa que buscava executar um golpe de Estado no Brasil em 2022.

    A corporação sustentou, em relatório enviado ao STF, que a ruptura “não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade’.

    Leia a conclusão da Polícia Federal sobre o papel de Bolsonaro na trama:

    “Os dados descritos corroboram todo o arcabouço probatório, demonstrando que o então presidente da República JAIR BOLSONARO efetivamente planejou, dirigiu e executou, de forma coordenada com os demais integrantes do grupo desde [pelo menos] o ano de 2019, atos concretos que objetivavam a abolição do Estado Democrático de Direito, com a sua permanência no cargo de presidente da República Federativa do Brasil, fato que não se consumou por circunstâncias alheias a sua vontade, dentre as quais, destaca-se a resistência dos comandantes da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro BAPTISTA JUNIOR, e do Exército, General FREIRE GOMES e da maioria do Alto Comando que permaneceram fiéis à defesa do Estado Democrático de Direito, não dando o suporte armado para que o então presidente da República consumasse o golpe de Estado’.

    BTN.

    destaque

    Leia também

    Vereador provoca acidente, tenta supornar policial e acaba preso

    setembro 19, 2026

    Em meio a alertas de tempestade, céu escurece e ‘dia vira noite’ em Dourados

    setembro 19, 2026

    Acidente com van da saúde deixa 3 mortos e 5 feridos na BR-163

    setembro 19, 2026
    Ultimas Notícias
    Destaque

    Vereador provoca acidente, tenta supornar policial e acaba preso

    setembro 19, 2026

    Vereador em Ponta Porã, Dionaldo Morinigo (PDT), 49, acabou preso na noite de sexta-feira (18/9) após…

    Em meio a alertas de tempestade, céu escurece e ‘dia vira noite’ em Dourados

    setembro 19, 2026

    Acidente com van da saúde deixa 3 mortos e 5 feridos na BR-163

    setembro 19, 2026

    Prefeitura demite servidor investigado por material pornográfico em Nova Andradina.

    setembro 19, 2026

    UEMS abre prazo para isenção da taxa do Vestibular 2027.

    setembro 19, 2026

    Ciclista de 71 anos fica gravemente ferido após acidente em Rio Brilhante.

    setembro 19, 2026

    Dados do celular de Vorcaro ampliam guerra interna no STF.

    setembro 19, 2026

    Após agredir mulher, homem se tranca com bebê e ameaça criança durante negociação em Bataguassu

    setembro 19, 2026

    Powered by

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    1
    WhatsApp
    Olá 👋
    Podemos ajudá-lo?
    Abrir bate-papo