O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, disse na 2ª feira (25.ago.2025) que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 7 réus acusados de tentativa de golpe de Estado traz “algum grau de tensão’ para o país.
Durante um evento na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o ministro da Corte afirmou que o resultado do julgamento, pela condenação ou absolvição dos réus, será de acordo com as provas e se dará com o devido processo legal e em sessões públicas.
“Nós vivemos esse momento tenso, inevitável, dos julgamentos do 8 de Janeiro e dos julgamentos do que, segundo a denúncia do procurador-geral da República, teria sido uma tentativa de golpe de Estado. É evidente que esses episódios trazem algum grau de tensão para o país’, declarou.
Barroso fez um retrospecto das tentativas de quebra da legalidade constitucional ao longo da história do Brasil e disse que é preciso “encerrar um ciclo’.
Ele disse: “É imperativo o julgamento, porque o país precisa encerrar o ciclo em que se considerava legítima e aceitável a quebra da legalidade constitucional por não gostar do resultado eleitoral’.
O julgamento de Bolsonaro e dos outros 7 réus será realizado pela 1ª Turma do STF, que é formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
As sessões estão marcadas para serem realizadas de 2 a 12 de setembro.
Os integrantes do chamado núcleo 1 respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Apenas Alexandre Ramagem (PL-RJ) teve suspensa a parte da ação relativa aos crimes de dano qualificado e de deterioração de patrimônio tombado. Essas acusações referem-se aos atos do 8 de Janeiro, quando o deputado já havia sido diplomado.
Os crimes, segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), foram cometidos para manter Bolsonaro no poder depois da derrota eleitoral em 2022. Em 14 de julho, o órgão pediu a condenação dos 8 réus, afirmando que o ex-presidente liderou a organização criminosa, sendo o principal articulador e maior beneficiário das ações voltadas à ruptura do Estado democrático de Direito.
Com informações da Agência Brasil.





