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    Home»Destaque»Soja: rentabilidade do setor cai pela metade em quatro anos
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    Soja: rentabilidade do setor cai pela metade em quatro anos

    BarthimanBarthimansetembro 22, 2025
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    A margem da soja, responsável por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro, caiu pela metade nos últimos quatro anos. Uma pesquisa inédita da Serasa Experian mostra que a combinação de preços menores, custos elevados e recuos de produtividade pressionou os resultados do setor.

    Pressão sobre receitas e margens

    O levantamento analisou receitas e despesas de produtores nos principais municípios do país, incluindo insumos, defensivos, arrendamentos e mão de obra. Os produtores de soja foram classificados em quatro perfis: donos de terra sem custeio, donos de terra com custeio total financiado, arrendatários sem custeio e arrendatários com custeio integral.

    O ciclo 2021/22 registrou a maior receita média por hectare: R$ 8.465, com preços da saca acima de R$ 150. A produtividade, porém, caiu 7% devido a condições climáticas adversas. Nos anos seguintes, a receita recuou 15%, para R$ 6.922 em 2023/24, acompanhada de queda de 3% na produtividade.

    Com isso, as margens refletiram essa pressão. Para proprietários, a rentabilidade média caiu de 48,6% em 2020/21 para 29,6% em 2022/23, recuperando-se para 35,7% em 2024/25. Para arrendatários, o recuo foi maior: de 27,2% para 7,3% em 2023/24, atingindo 14,8% em 2024/25. Custos totalmente financiados reduziram ainda mais os ganhos da safra de soja.

    Gestão de risco como diferencial

    Para Marcelo Pimenta, head de Agro da Serasa Experian, o cenário reforça a necessidade de governança de risco estruturada. “O agronegócio brasileiro é referência em produtividade, mas a gestão de risco precisa acompanhar esse nível. Com análises precisas, é possível apoiar o produtor em períodos de volatilidade e proteger o crédito agrícola.”

    Ferramentas como cadastro positivo, Cédulas de Produto Rural e sensoriamento remoto permitem monitorar riscos e renegociar contratos. Segundo a Serasa, a combinação de dados de crédito, capacidade produtiva e projeções de preços ajuda a sustentar a saúde financeira do setor.

    “Produzir continua essencial, mas a disciplina na gestão será decisiva para manter a competitividade no futuro do agronegócio”, conclui Pimenta.

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