Uma mulher de 37 anos, o filho de 14 e a mãe dela, de 83, foram mortos a facadas e tiveram a casa incendiada na madrugada desta segunda-feira (10), em Rochedo, município a cerca de 80 km de Campo Grande. O crime ocorreu na Rua Izidro Cipriano da Cruz, no bairro José Souza Brandão.
As vítimas foram identificadas como Rosimeire Vieira de Oliveira, de 37 anos, o filho Bruno de Oliveira Gonçalves, de 14, e a idosa Irailde Vieira Flores de Oliveira, de 83.
Segundo o delegado Jarley Inácio de Souza, o principal suspeito é o ex-namorado de Rosimeire, que foi ouvido na delegacia e segue preso enquanto a Polícia Civil realiza diligências. “Provavelmente, tudo se encaminha para a conversão da prisão em preventiva”, informou o delegado ao Correio do Estado.
De acordo com a perícia, a idosa foi atingida por pelo menos seis facadas, no pescoço e no tórax. O adolescente sofreu três golpes, também na região do pescoço. No caso de Rosimeire, ainda não foi possível determinar o número exato de perfurações devido à carbonização do corpo, mas exames de tomografia deverão auxiliar a investigação.
Inicialmente, os investigadores chegaram a considerar a hipótese de acidente. No entanto, com os resultados preliminares da perícia, foi confirmada a ocorrência de homicídio. “As vítimas sofreram perfurações por faca. Agora estamos diante de um crime”, afirmou o delegado.
Cada corpo foi encontrado em um cômodo diferente da casa. Um fato que chama atenção é que nenhum vizinho ouviu gritos ou pedidos de socorro, apenas um telefonema feito por Rosimeire a uma amiga, dizendo que “havia alguém na casa”, sem revelar quem seria.
O delegado também relatou que o suspeito possui histórico de violência doméstica com outra mulher, embora não haja registros de agressões envolvendo Rosimeire durante os quatro meses de relacionamento. “Ele nega, apresenta outro álibi. Estamos em diligência para reconstituir a cronologia dos fatos”, acrescentou Souza.
A equipe pericial ainda apura a origem do incêndio. O chamado “triângulo de fogo”, ponto inicial das chamas, ainda não foi determinado. Os indícios apontam que o fogo pode ter começado nos quartos da idosa ou do adolescente, mas ainda não se sabe qual combustível foi usado.
Perícias complementares, incluindo exames necroscópicos, análise papiloscópica de objetos e uso de luminol, foram solicitadas para esclarecer a dinâmica do crime.





