A manhã deste domingo (23) começou movimentada nos locais de prova do UEMSVest 2026, vestibular da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Entre os candidatos, o clima era de tranquilidade, muitos atribuíram essa confiança ao ritmo intenso de estudos ao longo do ano e, especialmente, à experiência recente com o Enem, que ajudou a aumentar a familiaridade com grandes avaliações.
Os portões foram abertos às 7h e fechados às 8h. Apesar do grande fluxo de veículos, o trânsito seguiu organizado, sem congestionamentos. Além disso, não houve presença significativa de ambulantes, apenas uma pessoa vendendo água e canetas.
Em Nova Andradina e nos demais municípios da região do Vale do Ivinhema, o movimento foi semelhante, com candidatos chegando cedo e demonstrando confiança na preparação para o vestibular.
A candidata Ana Julia da Silva Passos, de 18 anos, que tenta uma vaga em Medicina, chegou ao local confiante após um ano inteiro de preparação. “Eu estudei durante o ano inteiro, fiz cursinho e eles preparam bastante a gente. Então, me sinto pronta. Minhas expectativas estão lá em cima para esse vestibular”, afirmou.
Mesmo bem preparada, ela acredita que a área de Exatas deve ser seu maior desafio. Esta é a sua primeira participação no vestibular da UEMS, mas não seu primeiro processo seletivo.
“São provas diferentes, mas como já venho me preparando para outros vestibulares, como o primeiro da UFGD, isso agrega bastante. Hoje estou tranquila, muito em paz, o que com certeza ajuda na hora da prova”, completou.
Lucas Vieira, de 17 anos, candidato ao curso de Direito, também chegou confiante. Sua preparação foi baseada em revisões e resolução de provas anteriores.
“A preparação foi estudando provas de anos anteriores, mas contei com a ajuda de muitos professores”, contou.
Para ele, fazer o Enem ampliou sua percepção sobre os conteúdos: “Acho que isso ajuda bastante a ter uma noção a mais do que pode cair aqui.”
Ana Sara Pires, de 17 anos, tenta uma vaga em Biologia e trouxe consigo uma orientação especial da mãe: estudar história regional.
“Minha mãe mandou que eu estudasse bastante história regional porque, segundo ela, cai bastante”, disse.
Ela encara o UEMSVest como uma segunda chance após um desempenho abaixo do esperado no Enem. “Acredito que no Enem eu não fui muito bem, mas acho que aqui vai dar bom”, afirmou.
Ana Sara ainda planeja prestar o vestibular da UFMS para ampliar as oportunidades. “O Enem ajudou bastante a me deixar mais tranquila, porque você já tem uma noção de como vai ser lá dentro.”
Também candidato a Biologia, Lucas Alves Aquino, de 17 anos, espera uma prova com temas regionais e sociais. “Eu acho que vai ser uma prova fácil. Como o tema do ano passado foi regional, este ano acho que será social”, opinou.
Para ele, o Enem ajudou a fortalecer sua base, mesmo com diferenças entre as avaliações. “Acho que o Enem me preparou um pouquinho para essa prova também, por ter sido um pouco mais difícil.”
Número de inscritos e informações do processo
Segundo o pró-reitor da UEMS, Walter Guedes, o vestibular oferece 42 cursos com 871 vagas disponíveis. No total, 7.360 candidatos se inscreveram para disputar uma dessas oportunidades.
“Tivemos cursinhos preparatórios. Todo ano estamos ofertando e, a cada ano, há uma procura maior. Do ano passado para este ano, percebemos um retorno e uma busca crescente pelos cursos das universidades públicas”, destacou Guedes.
O gabarito preliminar será divulgado no dia 26 de novembro, enquanto o resultado oficial está previsto para 5 de janeiro de 2026. As matrículas começam em fevereiro.
As provas são aplicadas simultaneamente em 20 municípios, incluindo Nova Andradina e outros pontos do Vale do Ivinhema.
*Com colaboração em parte das informações do CGNews





