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    Feminicídio de bebê é uma entre 20 tragédias envolvendo crianças e adolescentes em MS

    BarthimanBarthimandezembro 28, 2025
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    Do feminicídio de uma bebê de 10 meses à morte de um garoto de 17 anos em confronto policial, em 2025, ao menos 20 crianças e adolescentes morreram em Mato Grosso do Sul, segundo dados publicados no portal Campo Grande News. Os casos atravessam todo o ano e envolvem acidentes domésticos, violência, doenças, tragédias no trânsito e crimes cometidos dentro e fora de casa, tanto na Capital quanto no interior do Estado.

    O levantamento mostra que, na maioria dos casos, as mortes de crianças acontecem em situações ocorridas dentro do ambiente familiar ou sob a responsabilidade direta de adultos, já as dos adolescentes estão relacionadas a casos de violência armada ou acidentes de trânsito, mas em todas as faixas etárias também há os casos de doenças e afogamentos.

    Neste ano, o primeiro registro de morte infantojuvenil foi em 4 de janeiro, quando uma criança de 5 anos morreu após se afogar na piscina da própria casa, em Anastácio. Ela chegou a ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu. Já no dia 9 de janeiro, um bebê de 1 ano se afogou dentro de uma bacia em São Gabriel do Oeste e morreu na Santa Casa de Campo Grande.

    O caso, no entanto, aconteceu em setembro do ano anterior. A mãe chegou a ser presa pelo crime classificado como homicídio. A menina passou meses no hospital, recebeu alta, mas em janeiro de 2025 não resistiu às complicações do afogamento e morreu.

    Dois meses depois, em 17 de março, um bebê de 6 meses morreu na Santa Casa da Capital, e o padrasto passou a ser investigado por suspeita de homicídio e maus-tratos. O rapaz de 25 anos cuidava da criança que rolou e caiu da cama. O delegado Pablo Gabriel Farias da Silva, da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) chegou a afirmar na época que as lesões poderiam ter sido causadas pela queda.

    Três dias depois, em 20 de março, outro bebê, de 1 ano e 11 meses, morreu após se afogar na piscina da casa da cuidadora, no Bairro Indubrasil, em Campo Grande. A mulher chegou a ser presa pelo homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberada. Os vizinhos da babá de 50 anos afirmaram que o caso se tratava de uma “fatalidade” já que ela era muito responsável…. veja mais em https://www.campograndenews.com.br/reportagens-especiais/feminicidio-de-bebe-e-uma-entre-20-tragedias-envolvendo-criancas-e-adolescentes.

    Cb image default                              Arte: Lennon de Almeida

    Em 19 de maio, uma menina de 8 anos morreu por dengue, em Naviraí, sendo a primeira morte infantil pela doença confirmada no Estado em 2025. No mesmo mês, a bebê Sophie Eugênia Borges, de 10 meses, foi assassinada pelo pai João Augusto Borges de Almeida, sendo a mais nova vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul.

    João matou a bebê e sua mãe, Vanessa Eugênia Medeiros, na casa onde moravam. Ele as asfixiou e depois carbonizou seus corpos em um terreno na região do Indubrasil. O crime foi classificado como duplo feminicídio após ele confessar que agiu para não pagar pensão e por sentir ódio da filha desde que ela nasceu.

    Em 25 de junho, uma criança de 9 anos morreu após um acidente envolvendo um carro e uma carreta, na BR-163, região do Jardim Colúmbia, em Campo Grande. A batida aconteceu na madrugada do dia anterior e a vítima estava no Chevrolet Tracker junto com o pai, a irmã e uma quinta pessoa não identificada. Eles voltavam de Goiás para Mato Grosso do Sul.

    No segundo semestre, novas ocorrências reforçaram o número de perdas. Em 28 de agosto, uma menina de 6 anos foi estuprada e encontrada morta na casa de Marcos Willian Teixeira Timóteo, um conhecido da família, na Vila Carvalho. Marcos Willian Teixeira Timóteo morreu ao ser baleado pela polícia horas depois. O caso comoveu a cidade, assim como o da bebê Sophie.

    Em 16 de outubro outro afogamento resultou na morte de um bebê de 11 meses. A criança caiu na piscina de plástico no quintal da casa onde a família morava em São Gabriel do Oeste. O menino chegou a ser socorrido e encaminhado para a Santa Casa em Campo Grande, mas não resistiu e horas depois morreu.

    No dia 23, uma criança de 5 anos foi encontrada morta em casa, no Jardim Santa Emília, com sinais de desnutrição grave. A menina apresentava malformação cerebral, estava em estado de desnutrição grave e dependia totalmente de cuidados. Ela foi vista com vida pelos familiares por volta do meio-dia e às 15h foi encontrada pela mãe já sem sinais vitais.

    Em 6 de setembro, um adolescente de 15 anos morreu após cinco tiros no peito em frente a uma casa na Rua Boa Vizinhança, na Vila Nhanhá, em Campo Grande. O irmão ficou ferido. Os atiradores estavam em uma motocicleta preta e as vítimas estavam sentadas em frente à residência. Ambos foram socorridos, mas o mais jovem não resistiu aos ferimentos.

    Já no mês seguinte, Henrique Cardoso Salmazo, 17 anos, acabou morrendo em um acidente de trânsito em Dourados. O caso aconteceu no dia 18 de outubro, quando o carro onde o garoto estava bateu contra um muro de um condomínio na Avenida Dom Redovino Rizzardo. O condutor do veículo, Felipe Matheus Araújo Neriz, 18 anos, chegou a ser preso em flagrante.

    No dia 1º de novembro, mais um afogamento com morte. Neste caso, o adolescente de 17 anos tentava atravessar um lago na região norte da Capital, mas acabou se afogando. O local fica próximo ao condomínio Alphaville, na Avenida Abadia de Oliveira Lima. A equipe do Corpo de Bombeiros tentou reanimar o garoto que estava acompanhado da namorada e mais dois amigos.

    Ainda em novembro, 3 mortes aconteceram quase que na sequência. No dia 24, 2 adolescentes morreram afogados em uma represa na Aldeia Te’yikuê, em Caarapó. Eles entraram na água sem supervisão e não conseguiram retornar à margem. Quando o Corpo de Bombeiros chegou, os garotos já estavam mortos.

    Cb image default                                  Arte: Lennon de Almeida

    No dia seguinte, 25 de novembro, um jovem de 17 anos morreu após confronto com policiais, no bairro Portal Caiobá. O caso aconteceu na Rua Wega Neri e o garoto era procurado pela Justiça por envolvimento em série de homicídios. A equipe do BPChoque (Batalhão de Choque) chegou até o adolescente após denúncias anônimas.

    Os militares encontraram o garoto na porta de uma casa com um homem não identificado. Quando viu os policiais, o adolescente correu para os fundos da casa. Os militares o encontraram agachado no telhado, e ele apontou um revólver para um dos servidores, que acabou atirando para se defender.

    Conforme noticiado na época, o menino caiu no quintal de uma vizinha ainda segurando a arma e foi baleado mais duas vezes. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu durante o atendimento médico no HR (Hospital Regional) de Campo Grande.

    Em 21 de dezembro, uma menina de 11 anos morreu em um acidente na BR-262, em Campo Grande, na mesma colisão que matou o bisavô. No dia 22, um adolescente de 16 anos morreu após capotar o veículo que dirigia em uma estrada vicinal entre Coxim e Alcinópolis, sendo arremessado para fora do carro e tendo a cabeça esmagada.

    Os registros reunidos desenham um ano marcado por perdas precoces, com histórias interrompidas em diferentes fases da infância e da adolescência. São dados que atravessam meses, cidades e contextos distintos, deixando números que representam vidas encerradas antes do tempo em Mato Grosso do Sul.

     

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