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    Home»Destaque»Quem manda na Venezuela? “Eu”, responde Trump
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    Quem manda na Venezuela? “Eu”, responde Trump

    BarthimanBarthimanjaneiro 6, 2026
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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 2ª feira (5.jan.2026) à jornalista Kristen Welker, da emissora NBC News, que quem manda na Venezuela é ele. A declaração foi feita 2 dias depois da operação militar norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e sua mulher, Cilia Flores.

    “[O secretário de Estado, Marco] Rubio, [o secretário de Guerra, Pete] Hegseth, [o vice-chefe de gabinete, Stephen] Miller. Essas 3 pessoas vão ficar responsáveis ​​pela Venezuela? O senhor diria que são as 3 pessoas mais importantes?’, perguntou a jornalista a Trump, que confirmou e ainda incluiu o vice-presidente JD Vance (Partido Republicano). Welker, então, questionou quem seria a pessoa mais importante no comando do país, se houvesse uma. “Eu’, respondeu o presidente norte-americano.

    Trump descartou a possibilidade de realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias. Justificou dizendo que a Venezuela “precisará ser consertada’ antes de organizar um pleito.

    Ele sinalizou que uma nova incursão militar na Venezuela permanece como possibilidade caso Delcy Rodríguez (MSV, esquerda) deixe de cooperar com as autoridades norte-americanas ou “não se comporte’. Ela tomou posse como presidente interina do país sul-americano na 2ª feira (5.jan).

    Trump anunciou no sábado (3.jan), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou Maduro e Cilia Flores .

    O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que o presidente dos EUA ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeiros, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

    Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.

    Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.

    Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso norte-americano. O secretário de Estado, Marco Rubio , declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.

    É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.

    Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.

    No início da tarde de sábado (3.jan), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.

    Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.

    Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.

    Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.

    A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país’ , disse.

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