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    Home»Destaque»Exercícios respiratórios podem melhorar o desempenho na atividade física
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    Exercícios respiratórios podem melhorar o desempenho na atividade física

    BarthimanBarthimanjaneiro 22, 2026
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    Quando o assunto é melhorar o desempenho esportivo, aspectos como força, resistência e técnica costumam liderar a lista de prioridades. A respiração, no entanto, ainda é frequentemente negligenciada, o que é um erro. Como inspiramos e expiramos antes, durante e após a atividade física pode influenciar diretamente o rendimento, a recuperação e até a saúde cardiovascular.

    Essa relação ganhou respaldo científico em um estudo realizado na Índia e publicado na revista Rehabilitation & Recreation. A pesquisa avaliou os efeitos de uma técnica de ioga conhecida como respiração seccional (ou vibhagiya pranayama) em 82 atletas mulheres, com idades entre 18 e 23 anos.

    Durante 12 semanas, metade das participantes praticou duas sessões diárias de 20 minutos dessa técnica respiratória, seis dias por semana, além de manter seus treinos habituais. O método divide a respiração em três fases, abdominal, torácica e clavicular, para tornar o ato de respirar mais profundo, eficiente e consciente. O restante das voluntárias seguiu apenas com a rotina esportiva tradicional, sem os exercícios respiratórios.

    Os resultados mostram que a respiração seccional contribuiu de maneira positiva com a função pulmonar e a eficiência cardiovascular, indicando que integrar técnicas respiratórias à prática esportiva pode ser uma estratégia simples e eficaz para potencializar o desempenho e promover benefícios à saúde.

    ‘O estudo foi bem conduzido e suas conclusões reforçam algo que a ciência já vem mostrando: respirar melhor ajuda o corpo a funcionar melhor, inclusive no que diz respeito à prática de atividades físicas’, avalia o profissional de educação física Brendo Faria Martins, especialista em fisiologia do exercício do Espaço Einstein Esporte e Reabilitação, do Einstein Hospital Israelita.

    Além disso, o treinamento respiratório, tanto em repouso quanto durante o exercício, contribui para o aumento da resistência física. Isso porque fortalece os músculos respiratórios (especialmente o diafragma), reduz a fadiga pulmonar, melhora as trocas gasosas e retarda o desvio de sangue dos membros para o tórax. Dessa forma, mais oxigênio e energia permanecem disponíveis para os músculos em atividade, favorecendo o desempenho.

    Nos treinos de força, a respiração diafragmática correta desempenha um papel ainda mais estratégico. Ao elevar a pressão intra-abdominal, ela atua como um ‘cinto natural’, ajudando a estabilizar a coluna vertebral e a otimizar a transferência de potência para os músculos. Além dos efeitos mecânicos, a respiração lenta e controlada também contribui para maior foco, redução da frequência cardíaca e diminuição da ansiedade —fatores que também impactam o desempenho.

    Durante a prática esportiva, o padrão respiratório tende a se ajustar de forma espontânea às demandas do corpo, funcionando também como um mecanismo natural de proteção do organismo.

    ‘Quando há necessidade de grande intensidade nos exercícios de força, ocorre a chamada manobra de valsalva, que consiste em prender a respiração no ponto de maior esforço de maneira inconsciente’, explica o profissional de educação física Everton Crivoi do Carmo, responsável pela preparação física no Espaço Einstein. Esse mecanismo ajuda a proteger contra um possível rompimento dos vasos sanguíneos devido ao aumento da pressão arterial durante a atividade.

    Daí por que técnicas como a respiração seccional, feitas antes da atividade física, podem fazer a diferença.

    ‘O resultado principal é a melhora na eficiência autonômica, que é a capacidade do sistema nervoso autônomo de regular funções corporais, como batimentos cardíacos, pressão e digestão, essenciais para adaptação, recuperação mais rápida, melhor gestão do estresse e saúde geral’, resume Crivoi do Carmo.

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