banner_web_ALEMS
Close Menu
NCV NewsNCV News
    NCV NewsNCV News
    • Home
    • Destaque
    • Policial
    • Saúde
    • Economia
    • Esportes
    • Política
    • Geral
    • Cidades
    • Internacionais
    • Curriculum
    NCV NewsNCV News
    Home»Destaque»Entenda o que é heterossexualidade compulsória, termo usado pela cantora Camilly Victória
    Destaque

    Entenda o que é heterossexualidade compulsória, termo usado pela cantora Camilly Victória

    BarthimanBarthimanabril 21, 2026
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email WhatsApp

    A crítica da cantora Camilly Victória, 24, filha de Xanddy e Carla Perez, sobre heterossexualidade compulsória colocou em debate o termo usado para descrever a pressão social que trata a heterossexualidade como padrão esperado, especialmente para mulheres.

    Ao responder seguidores no Instagram, ela afirmou que muitas mulheres lésbicas passam por esse processo de adequação social antes de compreender a própria orientação sexual. ‘A sociedade faz a gente crescer acreditando que, para ser feliz, precisa encontrar ‘o homem da sua vida’’, disse, ao comentar como padrões sociais podem influenciar percepções e escolhas afetivas.

    O termo heterossexualidade compulsória descreve a pressão social e cultural que pressupõe a heterossexualidade como norma e expectativa padrão. Isso significa que desde cedo as pessoas são ensinadas, por meio da família, da escola, da religião, da mídia e de outros espaços sociais, a considerar o relacionamento heterossexual como destino natural ou obrigatório.

    A escritora Adrienne Rich (1929-2012), uma das autoras que introduziu e popularizou o conceito, analisa a heterossexualidade não como uma escolha individual, mas como uma instituição política que sustenta o domínio masculino sobre as mulheres.

    Ela argumenta que essa estrutura se mantém por diferentes mecanismos de poder, que vão da violência física ao controle econômico e simbólico, e que moldam desde cedo as experiências e expectativas femininas. A heterossexualidade aparece como uma norma socialmente imposta.

    Assistente social e pesquisadora de gênero e sexualidade na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Alice Nascimento acrescenta que essa construção começa ainda na infância, quando meninas são socializadas a imaginar relações heterossexuais como destino natural.

    Isso aparece em brincadeiras como ‘namorado’, em expectativas familiares e também na mídia, com filmes e histórias em que mulheres são frequentemente colocadas no papel de serem ‘salvas’ por homens.

    A pesquisadora Gloria Rabay, da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), explica que a heterossexualidade compulsória é tratada como única forma legítima de vivência afetiva e sexual, enquanto outras expressões são historicamente deslegitimadas, invisibilizadas ou associadas à ideia de desvio.

    Para Rabay, esse sistema não afeta apenas pessoas LGBTQIA+, mas também mulheres heterossexuais, já que ele organiza as relações de gênero a partir de uma lógica de hierarquia. Nessa estrutura, o masculino ocupa posição dominante, enquanto o feminino é frequentemente associado à submissão.

    A pesquisadora da UFPB também chama atenção para o caráter histórico e cultural dessas normas. Para ela, categorias como heterossexualidade e homossexualidade deveriam ser entendidas como construções sociais que variam ao longo do tempo e entre culturas.

    A heterossexualidade compulsória funcionaria, então, segundo as pesquisadoras, como um mecanismo que regula comportamentos, reforça padrões e tende a invisibilizar experiências que escapam da norma.

    ‘Homens que não atendem a esse padrão também sofrem pressão. Um homem mais frágil, um homem mais delicado, de certa forma, ele está traindo o padrão da heteronormatividade. Ele não precisa ser gay, ele só precisa não atender ao padrão para sofrer essa pressão’, diz Rabay.

    destaque

    Leia também

    Com seca no sul, só 41% das lavouras são consideradas boas e venda cai

    abril 21, 2026

    Casos de ferrugem asiática da soja sobem para 70 focos

    abril 21, 2026

    De MS para o Brasil: apreensões de emagrecedores nos Correios somam 1 tonelada

    abril 21, 2026
    Ultimas Notícias
    Destaque

    Com seca no sul, só 41% das lavouras são consideradas boas e venda cai

    abril 21, 2026

    A estiagem que atingiu mais de 640 mil hectares de lavouras no sul de Mato…

    Casos de ferrugem asiática da soja sobem para 70 focos

    abril 21, 2026

    De MS para o Brasil: apreensões de emagrecedores nos Correios somam 1 tonelada

    abril 21, 2026

    Nova Andradina: Legislativo questiona filas e estrutura do atendimento em psicologia

    abril 21, 2026

    Em MS, milho ocupa 46% da área da soja e perde espaço para outras culturas

    abril 21, 2026

    Saúde alerta para exames de vista irregulares em Mato Grosso do Sul.

    abril 21, 2026

    Novo acidente com scooter elétrica deixa dois jovens feridos em Nova Andradina.

    abril 21, 2026

    Brasil tenta emplacar fim da escala 6×1 desde os anos 1980

    abril 21, 2026

    Powered by

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    1
    WhatsApp
    Olá 👋
    Podemos ajudá-lo?
    Abrir bate-papo