O senador Nelsinho Trad foi o articulador da assinatura da Carta de Intenção entre o Parlamento do Mercosul e o Parlamento Internacional Municipal, formalizada nesta segunda-feira (27), em Montevidéu. A iniciativa consolida um novo eixo de integração entre o nível regional e os parlamentos locais, com impacto direto nas cidades de fronteira, especialmente em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
Segundo o senador, o acordo estabelece um canal permanente de diálogo entre os parlamentos, permitindo a troca de experiências e a construção de soluções concretas para desafios comuns das regiões de fronteira, como desenvolvimento econômico, mobilidade, segurança e serviços públicos. “O Parlim é um espaço de articulação entre legislativos de cidades gêmeas de fronteira, como Ponta Porã, no Brasil, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Já o Parlasul é o órgão legislativo regional que representa os cidadãos dos países do Mercosul e atua no fortalecimento da integração sul-americana”, explicou.
A assinatura ocorreu durante Sessão Plenária do Parlasul, presidida pelo deputado paraguaio Rodrigo Gamarra, e contou com a presença de autoridades como o presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, Jelson Bernabé de Oliveira, e o vereador Agnaldo Pereira Lima. “É o resultado de um trabalho conduzido pelo senador Nelsinho Trad, que já havia impulsionado o debate sobre integração fronteiriça em audiência pública realizada em Ponta Porã no último ano”, destacou o vereador.
No plenário do Parlasul, o senador também defendeu o acompanhamento da implementação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que entra em vigor provisoriamente no dia 1º de maio. Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, ele ressaltou que o tratado, aguardado há 26 anos, envolve um mercado de cerca de 700 milhões de pessoas e um PIB estimado em US$ 22 trilhões.
“Tanto o setor do agro quanto o da indústria serão beneficiados”, afirmou. O senador destacou que, em Mato Grosso do Sul, os impactos vão além das grandes cadeias produtivas e chegam diretamente à população. “Isso chega na ponta. Beneficia o pequeno produtor, o trabalhador do campo, o motorista, quem atua nos frigoríficos, no comércio e nos serviços. É emprego, renda e oportunidade para as famílias”, pontuou.
Ele também defendeu que a abertura comercial seja acompanhada de perto para proteger os produtores e evitar desequilíbrios. Como presidente da Comissão de Relações Exteriores, lembrou que já foi criado um grupo de trabalho no Senado para monitorar a implementação do acordo e sugeriu que os demais parlamentos do Mercosul adotem o mesmo modelo. “Criar grupos de trabalho com técnicos e parlamentares é fundamental para estender a mão ao produtor e mitigar eventuais distorções”, concluiu.




