Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante nesta terça-feira (26), em Nova Andradina, suspeita de agredir a própria filha, um bebê de 7 meses. O caso foi registrado após a criança dar entrada no Hospital Regional com suspeita de maus-tratos.
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Conforme apurado pelo Jornal da Nova, a mulher seria moradora de uma fazenda na região de Ribas do Rio Pardo. Ela foi conduzida por policiais civis à Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, onde o flagrante foi ratificado pela autoridade policial. O caso é acompanhado pelo delegado Gustavo Oliveira, adjunto da unidade.
Segundo a Polícia Civil, a equipe tomou conhecimento de que a bebê estava internada no Hospital Regional com diversas lesões. No local, os policiais constataram que a criança apresentava hematomas nos olhos, lesões atrás da orelha e marcas na face. Exames de imagem também apontaram fratura em uma costela e lesão na base do crânio.
Ainda de acordo com as informações policiais, já havia um inquérito instaurado em Bataguassu envolvendo suspeita de maus-tratos contra a mesma criança. Na ocasião, em 7 de maio, a bebê deu entrada em um hospital de Campo Grande com lesões no abdômen e em um dos olhos. À época, a mãe teria alegado que o ferimento ocorreu após outro filho, de 3 anos, deixar cair um martelo sobre a criança durante uma brincadeira.
No caso registrado nesta terça-feira (26), a mãe afirmou que a bebê estava normal, mas teria acordado com um inchaço e hematoma no olho. Depois, segundo o relato, a criança passou mal, vomitou sangue e apresentou novas manchas pelo corpo.
A versão apresentada foi considerada inconsistente diante das lesões constatadas pela equipe médica. A pediatra que atendeu a criança apontou que os ferimentos seriam compatíveis com ação contundente, e não com uma reação espontânea. Também pesou na decisão policial o histórico recente de atendimentos da bebê com lesões graves em curto intervalo de tempo.
Devido à gravidade dos traumas, a criança permanece internada e deverá ser transferida para um hospital de referência. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias das lesões e a eventual responsabilidade da suspeita.
A mulher foi encaminhada à uma cela da Delegacia de Polícia Civil em Batayporã, onde aguarda decisão judicial.
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