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    Faca na Caveira: o time de amigos servidores públicos que marcou época em Batayporã

    BarthimanBarthimanmaio 28, 2026
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    Em uma época marcada pela amizade, união e muita diversão, um grupo de servidores públicos municipais da gestão do então prefeito Beto Sãovesso criou uma equipe que ficou marcada na memória de muitos amigos de Batayporã: o inesquecível “Faca na Caveira”.

    O time nasceu da amizade entre servidores da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, na época comandada pelo secretário Ney Olegário. Mais do que disputar partidas de futsal e suíço, a equipe tinha como principal objetivo reunir os amigos após o trabalho para momentos de descontração, risadas e companheirismo.

    Os jogos eram, na maioria das vezes, amistosos, sem aquela pressão de campeonatos ou rivalidades exageradas. O verdadeiro troféu estava na resenha depois das partidas, nas cervejadas, na tradicional pinga com canelinha e mel, e nas histórias que rendiam muitas gargalhadas entre os parceiros.

    O “Faca na Caveira” acabou se tornando uma verdadeira família dentro e fora das quadras. Vestiam a camisa pela amizade, pela união e pelo prazer de estarem juntos.

    Fizeram parte dessa história nomes conhecidos da comunidade, como Bruno Elvis, Mauro Pedreiro, Vagnei, Ney Olegário, Pelezinho, Roberto Guarda, Marcelo Guarda, Emerson “Cagadinha”, Capitão Vanderley da Guarda, Carlão Gilberto, Lener Adriano, Brunão, Matheus, Homero Pedreiro, entre tantos outros amigos que sempre apareciam para as famosas “peladas”.

    Entre os convidados frequentes estavam também o hoje vereador Lorinho e Rodriguinho Xieira, que compartilhavam dos momentos de alegria e amizade ao lado da equipe.

    O time contava ainda com o apoio do empresário e prefeito da época, Beto Sãovesso, que incentivava o esporte e valorizava os momentos de integração entre os servidores públicos.

    Mesmo tendo durado poucos anos, o “Faca na Caveira” deixou lembranças eternas para quem viveu aquela fase. Ficaram as amizades, as histórias, as brincadeiras e a saudade de um tempo simples, onde o mais importante era estar ao lado dos amigos.

    As histórias do “Faca na Caveira” rendem risadas até hoje entre os amigos. Uma das mais lembradas é a do Pelezinho, que certa vez acabou trombando de bicicleta em uma carreta parada. Segundo os colegas, ele simplesmente não conseguiu enxergar o veículo e o episódio virou motivo de piada por muitos anos nas tradicionais resenhas da equipe.

    Outro personagem folclórico do grupo era Lener Adriano, conhecido por ter entrado em um jogo no  Batec mais disposto a distribuir pancadas nos adversários do que propriamente jogar bola. Já Carlão e Brunão ficaram marcados por uma discussão acalorada durante uma partida contra um forte time de advogados de Nova Andradina. Na ocasião, Ney Olegário era o técnico da equipe e, vendo o time perder, teria “armado” uma estratégia junto ao juiz da partida, colocando jogadores descansados e “disfarçados” em campo sem retirara os que estavão em campo, para virar o placar. Os adversários até perceberam a malandragem, mas já era tarde demais. O árbitro apitou o fim do jogo e o placar terminou em uma histórica vitória do Faca na Caveira por 6 a 5.

    E as histórias não param por aí. Entre as brincadeiras que circulam até hoje, amigos contam que alguns jogadores acabaram deixando o time “na marra”, pressionados pelas esposas, já que o amor pelo Faca na Caveira era tanto que alguns chegavam a sonhar narrando partidas durante a noite, gritando e chamando pelo time enquanto dormiam. São memórias que seguem vivas entre os amigos e reforçam a saudade daquela época de muita amizade, futebol e diversão.

    Hoje, ao olhar as fotos e recordar aqueles encontros, fica a certeza de que algumas equipes não entram para a história apenas pelos resultados dentro de campo, mas principalmente pelos laços de amizade que construíram ao longo do caminho.

    Saudade de um tempo que passou… mas que jamais será esquecido em Batayporã.

     

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