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    7 coisas que toda mulher deveria saber sobre a saúde do coração

    BarthimanBarthimanmaio 31, 2026
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    As doenças cardíacas matam mais mulheres do que todos os tipos de câncer combinados. Mas muitas acreditam que têm mais chances de morrer de câncer, ou apenas de câncer de mama, segundo pesquisas.

    Isso não é tão surpreendente. A saúde cardíaca das mulheres foi negligenciada e pouco estudada por muito tempo.

    Como resultado, os médicos às vezes têm dificuldade em diagnosticar problemas cardíacos mais comuns em mulheres. Os pesquisadores não têm clareza sobre o que causa algumas condições, tornando-as mais difíceis de prevenir. E muitas pacientes não sabem que os sintomas de infarto podem se manifestar de forma diferente nas mulheres, nem o que devem observar.

    Apesar dos desafios, há muito que as mulheres podem fazer para reduzir seus riscos.

    Alguns conselhos são universais: homens e mulheres podem se beneficiar de uma alimentação saudável, exercícios físicos e do controle de pressão arterial, colesterol e glicose. Há, porém, informações específicas para cada sexo; leia a seguir o que as mulheres precisam saber sobre seus corações.

    Hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardíacas aumentam o risco tanto para homens como para mulheres. Mas elas precisam considerar uma lista mais longa.

    Aquelas que têm complicações na gravidez, como pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional, têm mais chances de ter problemas cardíacos posteriormente. Mas as pacientes muitas vezes ‘não pensam em contar que há 20 anos tiveram uma que foi afetada por pré-eclâmpsia, e muitos médicos não perguntam’, diz Anais Hausvater, codiretora do programa de cardio-obstetrícia do NYU Langone Health.

    A síndrome dos ovários policísticos também está associada a um risco maior de doenças cardíacas. O mesmo vale para lúpus e artrite reumatoide, doenças autoimunes muito mais comuns em mulheres.

    Além disso, mulheres que entram na menopausa antes dos 45 anos são especialmente vulneráveis.

    Em grande parte porque o estrogênio ajuda a proteger o coração e os vasos sanguíneos, as mulheres tendem a desenvolver doenças cardíacas cerca de dez anos mais tarde do que os homens. A menopausa é a transição fundamental: à medida que o estrogênio diminui, a pressão arterial e o colesterol tendem a aumentar e as artérias se tornam menos elásticas, uma surpresa para muitas mulheres.

    ‘Elas dizem: ‘Meu colesterol não era tão ruim nos meus 30 anos. Por que de repente está tão ruim? Ainda estou me exercitando. Estou comendo as mesmas coisas”, afirma Tala Al-Talib, diretora médica da clínica cardiovascular Green Spring Station do Johns Hopkins.

    Seu médico pode ajudá-la a encontrar a melhor estratégia para sua situação, seja mudanças no estilo de vida, medicação ou uma combinação dos dois.

    Embora o risco das mulheres na pré-menopausa seja menor, não é zero. E o impacto da pressão alta e do colesterol é cumulativo ao longo das décadas, então o que você faz aos 20 e 30 anos pode afetá-la mais tarde.

    Médicos e pacientes frequentemente descartam sintomas de infarto nas mulheres porque nem sempre eles se apresentam como dor e pressão esmagadoras.

    A dor no peito ainda é o sintoma mais comum, mas muitas mulheres a descrevem de forma diferente, como ‘uma pressão ou um peso, ao contrário dos homens, que às vezes simplesmente dizem ‘está doendo”, diz Natalie Bello, diretora de saúde cardiovascular feminina e cardiologia no Atria Health and Research Institute.

    As mulheres têm mais chances do que os homens de apresentar múltiplos sintomas, como falta de ar, náusea, tontura, dor na mandíbula, dor na parte superior das costas, suor frio ou fadiga incomum.

    As mulheres podem ser mais propensas a minimizar seus sintomas: aquelas que cuidam de obrigações familiares frequentemente ‘colocam a própria saúde em segundo plano ou encontram outras razões para explicar os sintomas’, diz Erica Spatz, diretora do programa de saúde cardiovascular preventiva da Escola de Medicina de Yale.

    ‘Algumas mulheres também tiveram a experiência de procurar atendimento por causa de sintomas e serem ignoradas, e por isso relutam em voltar.’

    Nos homens os infartos são tipicamente causados por um bloqueio em uma artéria principal como resultado de doença arterial coronariana obstrutiva. A placa se rompe ou um coágulo sanguíneo se forma, impedindo que o sangue chegue ao coração, o que leva a danos no músculo cardíaco.

    Muitas mulheres também sofrem esses bloqueios, mas elas também têm infartos não relacionados a essa doença com mais frequência do que os homens, algo que pode ser difícil de diagnosticar e exigir tratamento diferente.

    Por exemplo, as mulheres têm mais chances do que os homens de ter doença microvascular coronariana, que afeta pequenos vasos sanguíneos, e também são propensas a espasmos das artérias coronárias, nos quais uma artéria se contrai periodicamente, afirma Nupoor Narula, diretora do programa de saúde cardíaca da mulher na Weill Cornell Medicine. Ambas as condições podem causar infartos.

    As mulheres também são desproporcionalmente suscetíveis à dissecção espontânea da artéria coronária, um rasgo na parede de uma artéria que é especialmente comum após o parto. Pode levar a um infarto, e seus sintomas são semelhantes.

    Já a cardiomiopatia de takotsubo, ou síndrome do coração partido, é uma forma reversível de insuficiência cardíaca em resposta a estresse severo que acontece principalmente em mulheres na pós-menopausa.

    Médicos de pronto-socorro às vezes concluem erroneamente que os sintomas de uma mulher não estão relacionados ao coração porque infartos atípicos nem sempre aparecem em exames padrão. Por exemplo, uma angiografia comum, na qual o médico injeta contraste nos vasos sanguíneos e faz radiografias, pode não mostrar espasmos arteriais ou um vaso sanguíneo menor bloqueado.

    Se você for ao pronto-socorro com sintomas semelhantes aos de um infarto e sua angiografia estiver normal, é uma boa ideia consultar um cardiologista depois. O médico pode recomendar avaliações com PET scan, ressonância magnética do coração ou teste de função coronariana, dizem Narula e Spatz.

    O viés de gênero na pesquisa médica ainda afeta profundamente os cuidados, embora a pesquisa sobre a saúde da mulher tenha aumentado nas últimas décadas.

    As mulheres historicamente foram sub-representadas em estudos de medicamentos e tratamentos, diz Narula. Os médicos não compreendem totalmente os efeitos dos hormônios na saúde cardiovascular ou os impactos de longo prazo de certas complicações na gravidez.

    As diretrizes de tratamento padrão para doenças cardíacas são baseadas em grande parte em estudos de décadas atrás nos quais poucos participantes eram mulheres, acrescenta Sonia Tolani, codiretora do Columbia Women’s Heart Center.

    Até os dispositivos médicos são projetados para homens. Muitas mulheres recebem stents otimizados para o tamanho das artérias masculinas, o que pode aumentar as complicações.

    Muitas mulheres que poderiam se beneficiar de medicamentos para pressão alta e colesterol começam a tomá-los mais tarde do que deveriam. Às vezes, o motivo é que os médicos têm receio de prescrever remédios para mulheres em idade reprodutiva.

    Alguns desses medicamentos não são seguros durante a gravidez, mas isso não significa que nenhuma mulher em idade reprodutiva deva tomá-los.

    As mulheres também podem evitar discutir a saúde do coração porque temem o julgamento dos médicos sobre seu peso ou estilo de vida. ‘Precisamos ser mais acolhedores com nossas pacientes e explicar como podemos ajudá-las’, diz Bello.

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