Dyego Maurílio da Silva, de 34 anos, apontado pela Polícia Civil como autor dos disparos que mataram Victor Henrique de Matos Sumi, de 29 anos, no Jardim Imperial, foi preso na tarde deste sábado (18), em Nova Andradina.
A prisão foi realizada por uma equipe da Força Tática do 8º Batalhão de Polícia Militar. Conforme apurado pelo Jornal da Nova, o suspeito estava escondido em uma propriedade de familiares, localizada no Assentamento Santa Olga.
Contra ele havia um mandado de prisão preventiva relacionado ao homicídio ocorrido em 26 de abril deste ano. Após ser localizado, o investigado foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
Investigação apontou emboscada
A Seção de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o homicídio qualificado registrado em uma residência na Rua Professor José Dias de Almeida, no Jardim Imperial.
Segundo a investigação, a vítima foi surpreendida em uma emboscada e atingida por disparos, sem possibilidade de defesa, na presença de familiares.
Desde os primeiros levantamentos, os investigadores identificaram indícios de que o crime teria características de execução e possível ligação com uma organização criminosa.

Durante as diligências, a SIG reuniu imagens de câmeras de segurança, informações técnicas e depoimentos de testemunhas. Os elementos auxiliaram na identificação de dois suspeitos envolvidos no homicídio.
De acordo com a Polícia Civil, Márcio Henrique de Souza Nascimento, de 27 anos, teria participado do monitoramento da vítima e da coordenação da ação criminosa. Ele já havia sido preso anteriormente pela Polícia Militar.
O investigado Dyego de 34 anos, preso neste sábado, foi apontado como o responsável por efetuar os disparos e permanecia foragido desde a expedição do mandado judicial.
Possível ligação com facção 
As investigações indicam que o homicídio pode ter sido motivado por conflitos internos relacionados a uma facção criminosa. Há suspeita de que a vítima tenha sido alvo de uma decisão tomada por integrantes do chamado “tribunal do crime”.
Durante o inquérito, o delegado responsável pela SIG, Caio Bicalho, representou pela prisão preventiva dos dois investigados. Com a captura realizada neste sábado, ambos estão presos e à disposição da Justiça.
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