As cotações do trigo registraram alta nos últimos dias no mercado internacional, impulsionadas pelo aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e pelas preocupações com as condições climáticas em importantes regiões produtoras da Europa e dos Estados Unidos.
Na Bolsa de Chicago (CME Group), principal referência para o cereal, o contrato com vencimento em setembro de 2026 ultrapassou a marca de US$ 7 por bushel, refletindo a maior cautela dos agentes diante das incertezas sobre a oferta global.
No mercado brasileiro, entretanto, o cenário é diferente. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a comercialização permanece em ritmo lento, característica comum do período de entressafra.
De acordo com o Cepea, a disponibilidade de trigo da safra passada segue restrita, enquanto os moinhos já estão abastecidos. Ao mesmo tempo, produtores adotam postura cautelosa nas negociações antecipadas da nova safra, o que contribui para o baixo volume de negócios no mercado interno.




