O governo federal marcou para terça-feira (29) uma reunião com representantes de clubes de futebol para discutir os impactos da proibição das bets no Brasil. Confirmado pelo Ministério do Esporte, o encontro ocorre após a reação dos times à medida provisória publicada na sexta-feira (25).
A reunião é articulada pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro. Segundo a pasta, o objetivo é ouvir as demandas dos clubes e avaliar formas de reduzir possíveis prejuízos com o encerramento dos contratos de patrocínio firmados com empresas de apostas.
Esses contratos se tornaram uma fonte de receita para o futebol brasileiro nos últimos anos. De acordo com levantamento da Sports Value, as empresas do setor pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país em 2025. Os efeitos da perda desses valores e possíveis alternativas de receita devem estar entre os principais temas da conversa.
A medida provisória proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o país, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. Pelo cronograma de encerramento das operações, os apostadores podem retirar voluntariamente os saldos disponíveis nas plataformas até 5 de outubro. Sites e aplicativos deverão sair do ar a partir do dia 6.
Além da medida provisória, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição. Conforme a proposta, explorar ou operar esse tipo de aposta poderá resultar em pena de quatro a seis anos de prisão, além de multa, inclusive quando houver autorização concedida por autoridade estrangeira. O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso e sancionado para entrar em vigor.




