A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que a bandeira tarifária vermelha patamar 1 entrou em vigor neste mês de outubro. Isso representa um custo adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida substitui o patamar 2, que vinha sendo aplicado em agosto e setembro, e já era esperada pelos operadores do setor.
Segundo a Aneel, o motivo é a previsão de chuvas abaixo da média, que reduz o nível dos reservatórios das hidrelétricas e obriga o uso de usinas termelétricas, mais caras.
“É importante ressaltar que a fonte solar da geração é intermitente e não injeta energia para o sistema o dia inteiro. Por essa razão, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta”, destacou a Aneel em nota.
As projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicavam duas possibilidades: manutenção da bandeira vermelha 2 ou recuo para a vermelha 1, confirmada na terça-feira (30).
Desde fevereiro, houve piora nas expectativas de chuva e aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que ultrapassou a marca de R$ 300 por megawatt-hora (MWh), segundo levantamento da consultoria Dcide.
Histórico recente
2024: encerrado com bandeira verde;
Junho de 2025: bandeira vermelha patamar 1;
Julho de 2025: mantida vermelha 1;
Agosto e setembro de 2025: elevada ao patamar 2;
Outubro de 2025: volta ao patamar 1.
O que é o sistema de bandeiras tarifárias?
Criado em 2015, o modelo informa mensalmente ao consumidor o custo real da geração de energia. Antes, esses custos extras eram repassados apenas no reajuste anual das distribuidoras, com incidência de juros.
Agora, são cobrados de forma imediata por meio da “conta Bandeiras”, o que busca reduzir impactos financeiros às empresas e dar mais previsibilidade ao consumidor.
Fonte jornaldanova





