728X90-JANEIRO-BRANCO
Close Menu
NCV NewsNCV News
    NCV NewsNCV News
    • Home
    • Destaque
    • Policial
    • Saúde
    • Economia
    • Esportes
    • Política
    • Geral
    • Cidades
    • Internacionais
    • Curriculum
    NCV NewsNCV News
    Home»Política»CCJ da Câmara vira reduto bolsonarista sob De Toni, que mira o Senado em 2026
    Política

    CCJ da Câmara vira reduto bolsonarista sob De Toni, que mira o Senado em 2026

    BarthimanBarthimanjaneiro 6, 2025
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email WhatsApp

    Sob a chefia da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara passou por uma guinada à direita com o avanço de pautas simpáticas ao bolsonarismo, a exemplo da proibição do aborto legal, da tentativa de anistiar os golpistas envolvidos no 8 de Janeiro e do pacote anti-MST.

    O desempenho da catarinense desperta críticas e elogios. Integrantes do PL avaliam que sua postura contribui para a disputa de uma cadeira no Senado em 2026. A sigla trabalha para eleger a maior bancada da Casa Alta no próximo pleito, de olho na possibilidade de pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

    De Toni não respondeu aos pedidos de CartaCapital para comentar o assunto. O espaço segue aberto.

    A CCJ é a comissão mais importante da Casa, por ser a primeira parada de todos os projetos em tramitação, e em 2025 deve ser presidida por uma figura mais moderada, na avaliação de congressistas. PSD e União Brasil, partidos de centro-direita que integram o arco de alianças do governo Lula (PT), despontam como favoritos para abocanhar o comando do colegiado.

    Na prática, a comissão analisa a constitucionalidade de todas as propostas em andamento na Câmara. Isso, porém, vai além de questões técnicas e envolve componentes políticos que podem atrasar a discussão, sobretudo se a presidência for contrária a determinado texto. Um exemplo é a PEC que extingue a escala 6×1, contra a qual De Toni se mobilizou.

    O último ato de De Toni à frente do colegiado foi ressuscitar o projeto que retoma o voto impresso no Brasil. A proposta sequer estava no radar da CCJ, mas entrou na pauta após uma manobra capitaneada por deputados bolsonaristas. Houve 30 votos favoráveis à matéria, que segue para análise do plenário.

    Antes disso, De Toni resgatou uma proposta que pode acabar com o aborto legal e engrossou a ofensiva contra o STF e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, em um aceno a expoentes do agronegócio no Congresso.

    Também buscou dar andamento à anistia aos golpistas do 8 de Janeiro, mas o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), retirou o texto de pauta e anunciou a criação de uma comissão especial para discutir o tema. O novo colegiado sequer saiu do papel.

    Opositora ferrenha do governo Lula, Caroline De Toni chegou ao comando da CCJ em março de 2024 e logo acendeu o sinal amarelo no Palácio do Planalto. Ela também era vista com reservas por parlamentares do Centrão, em razão de seu tom belicoso.

    Eleita na esteira da ascensão da extrema-direita em 2018, a deputada está em seu segundo mandato, integra a bancada do agro e é defensora da pauta contra a descriminalização do aborto. Também foi vice-líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) em 2019 e relatora da PEC que institui a prisão após condenação em segunda instância.

    Diante das resistências após ser escolhida para o posto, De Toni telefonou a lideranças partidárias e prometeu uma gestão “equilibrada”. Garantiu ainda que evitaria discussões acaloradas com seus colegas de esquerda e ouviria todos os integrantes da comissão, independentemente do espectro político. Este último compromisso, porém, não foi cumprido.

    Passaram-se apenas três meses até que ela acabasse com as tradicionais reuniões nas quais se definiam as pautas da CCJ. Conforme o regimento interno, cabe à presidência definir a agenda de votações no colegiado, mas os encontros ajudavam a alinhar os projetos sobre os quais havia consenso.

    “A extinção das reuniões de coordenação, justificadas pela presidente como falta de previsão regimental, reduziu os espaços de debate e limitou a atuação das minorias, violando os valores do devido processo legislativo”, pontuou Rubens Pereira Júnior (PT-MA), coordenador do governo no colegiado, para quem os projetos pautados representavam um “mundo paralelo”.

    Um fator que contribuiu para o giro à direita foi a presença de mais deputados da oposição entre os integrantes da CCJ. Dos textos mais polêmicos, poucos seguiram para votação no plenário da Câmara, mas a deliberação na comissão foi suficiente para insuflar a base bolsonarista.

    Na avaliação de deputados de esquerda, a catarinense fez da comissão um “puxadinho da direita” e um “playground do atraso”. O avanço de propostas simpáticas ao bolsonarismo, analisa Bacelar (PV-BA), busca alimentar um “projeto de poder autoritário e produzir conteúdo raivoso para as redes sociais”, enquanto temas caros aos brasileiros ficam de lado.

    “Sob De Toni, a comissão perdeu credibilidade e se tornou palco de discursos extremistas, xingamentos e ofensas, distanciando-se da liturgia e do decoro esperados de seu papel. Houve um claro esvaziamento da participação democrática”, sintetiza Pereira Júnior. “O Brasil quer discutir economia, investimentos, crescimento, corte de gastos, não voto impresso e anistia a golpistas.”

    Por outro lado, deputados da oposição parabenizam a colega pelo trabalho. “Vi no desempenho muita determinação, coragem e bom senso. O comportamento dela foi exemplar e merece nosso reconhecimento”, alega Alberto Fraga (PL-DF), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara.

    O cientista político pela USP Caio Barbosa observa que, ao priorizar projetos simpáticos ao bolsonarismo, a deputada agiu para fidelizar sua base eleitoral.

    “É uma estratégia política, até porque muitos dos projetos pautados seriam considerados inconstitucionais ou teriam poucas chances de prosperar”, destacou à reportagem. “A intenção era mostrar para a sua base que ela está trabalhando para eles. E a intenção parece ter dado certo.”

    destaque

    Leia também

    Exportação recorde da indústria de MS em novembro alivia retração da produção do setor no período

    janeiro 16, 2026

    Veja 10 passos para tirar suas contas do vermelho

    janeiro 16, 2026

    Consumo de açúcar pode ajudar ou atrapalhar a saúde mental; entenda

    janeiro 16, 2026
    Ultimas Notícias
    Destaque

    Exportação recorde da indústria de MS em novembro alivia retração da produção do setor no período

    janeiro 16, 2026

    A indústria de Mato Grosso do Sul fechou o mês de novembro de 2025 com…

    Veja 10 passos para tirar suas contas do vermelho

    janeiro 16, 2026

    Consumo de açúcar pode ajudar ou atrapalhar a saúde mental; entenda

    janeiro 16, 2026

    Quem é o vice do São Paulo que pode virar presidente caso o impeachment seja aprovado

    janeiro 16, 2026

    Pitaia: a ascensão meteórica (e os benefícios) da fruta-do-dragão

    janeiro 16, 2026

    Padrasto abusa de criança de 5 anos enquanto mãe estava hospitalizada

    janeiro 16, 2026

    Colisão entre carro e carreta deixa três feridos na BR-267, em Bataguassu

    janeiro 16, 2026

    Sorgo cresce forte na safrinha de MS e vira aposta estratégica com demanda das usinas de etanol

    janeiro 16, 2026

    Powered by

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    1
    WhatsApp
    Olá 👋
    Podemos ajudá-lo?
    Abrir bate-papo