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    Home»Destaque»China, Rússia e Irã condenam ação dos EUA na Venezuela; Macron declara apoio
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    China, Rússia e Irã condenam ação dos EUA na Venezuela; Macron declara apoio

    BarthimanBarthimanjaneiro 4, 2026
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    A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela provocou reações imediatas e divergentes da comunidade internacional. Enquanto China, Rússia e Irã condenaram duramente a operação, o presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ofensiva americana e afirmou que o povo venezuelano “está livre da ditadura”.

    Macron declarou que a queda de Nicolás Maduro representa o fim de um regime que causou “grave dano à dignidade do próprio povo”. O presidente francês disse esperar que Edmundo González Urrutia, a quem chamou de presidente eleito em 2024, consiga assegurar uma transição política rápida no país.

    Horas antes, porém, o chanceler francês Jean-Noël Barrot havia adotado tom distinto, afirmando que a ação dos EUA contraria o princípio do não uso da força, um dos pilares do Direito Internacional. Apesar disso, Barrot também criticou Maduro por violações às liberdades fundamentais do povo venezuelano.

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou estar “profundamente alarmado” com a escalada e alertou para potenciais implicações preocupantes para a região. Segundo ele, a ofensiva cria um precedente perigoso, independentemente da situação política interna da Venezuela, e reforçou o apelo por diálogo inclusivo, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

    A vice-presidente da União Europeia e alta representante para Relações Exteriores, Kaja Kallas, afirmou que a UE considera Maduro sem legitimidade e defende uma transição pacífica, mas ressaltou que os princípios do Direito Internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados, pedindo contenção às partes envolvidas.

    A Espanha defendeu a desescalada e a moderação e colocou-se à disposição para mediar uma solução negociada. O presidente Pedro Sánchez disse acompanhar a situação “exaustivamente” e reforçou o compromisso com a Carta da ONU.

    A Rússia condenou o ataque e ofereceu apoio a uma solução pacífica via diálogo, alertando para riscos de nova escalada. A China declarou estar “profundamente chocada” e condenou “o uso flagrante da força” contra um Estado soberano, afirmando que a ação viola o Direito Internacional e ameaça a segurança regional.

    O Irã, aliado de Caracas, classificou a ofensiva como violação flagrante da soberania e pediu que o Conselho de Segurança da ONU aja imediatamente para interromper o que chamou de agressão ilegal.

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