na_refis_728x90p
Close Menu
NCV NewsNCV News
    NCV NewsNCV News
    • Home
    • Destaque
    • Policial
    • Saúde
    • Economia
    • Esportes
    • Política
    • Geral
    • Cidades
    • Internacionais
    • Curriculum
    NCV NewsNCV News
    Home»Destaque»Dependência química: drama da pasta base se espalha por todo o Mato Grosso do Sul e exige ações integradas de saúde e apoio social
    Destaque

    Dependência química: drama da pasta base se espalha por todo o Mato Grosso do Sul e exige ações integradas de saúde e apoio social

    BarthimanBarthimanoutubro 23, 2025
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email WhatsApp

    A pasta base, droga derivada do refinamento da cocaína, é hoje a principal responsável pela dependência química que mantém usuários em situação de rua no centro de Campo Grande e em bairros próximos. Reportagem do Campo Grande News revelou histórias marcadas pela luta contra o vício e pela falta de suporte contínuo. Um homem de 41 anos relata ter tentado a reabilitação ao menos 13 vezes, sem sucesso definitivo. Outro, de 24 anos, começou a usar há apenas três meses, por influência de amigos.

    De oito pessoas abordadas pela reportagem, sete confirmaram o uso da substância. O ciclo é rápido e cruel: a sensação de euforia, ainda que enganosa, vem em segundos, mas desaparece em poucos minutos — e a necessidade de repetir o consumo leva a novos gastos, crimes e rupturas sociais. “A sociedade acha que a gente só rouba, mas o que falta mesmo é amor e ajuda”, resume um dos entrevistados.

    Além da pasta base, o álcool aparece como companheiro constante. “A cachaça é meu principal inimigo”, diz o mesmo homem de 41 anos, que vive na região da antiga rodoviária desde a infância. A droga custa entre R$ 10 e R$ 20 e é frequentemente misturada a materiais como Bombril, para potencializar os efeitos, o que agrava os danos ao organismo.

    Segundo Eliandro Simonetti, fundador do Projeto Simão, que atua na recuperação e reinserção de dependentes químicos em Campo Grande, a pasta base é uma das substâncias mais devastadoras entre os usuários locais. “É uma droga que causa danos biológicos, psicológicos, sociais e familiares profundos. Um verdadeiro tsunami na vida do usuário. O sucesso no tratamento depende de múltiplos fatores, e o envolvimento da família é essencial durante e após o processo de recuperação”, explica.

    O psiquiatra Eduardo Araújo, ex-coordenador da Rede de Atenção Psicossocial em Campo Grande, reforça que o modelo atual de tratamento público ainda é insuficiente. “O que é oferecido ao paciente não é o ideal. O tempo médio de 15 dias no CAPS não permite uma recuperação real. O tratamento não é simples — não é só tomar remédio e ficar bem. É preciso acompanhamento prolongado e suporte social contínuo”, destaca.

    Na psiquiatria, a dependência química é classificada como uma doença crônica e recorrente do cérebro, semelhante ao diabetes ou à hipertensão: pode ser controlada, mas não necessariamente curada. Isso significa que recaídas são parte do processo, e o tratamento exige paciência, estrutura e apoio.

    Estudos indicam que o cérebro de quem já desenvolveu dependência sofre alterações químicas que modificam o prazer, a motivação e o autocontrole. Com o tempo e o tratamento, há readaptação, mas a memória do uso e o risco de recaída permanecem. Por isso, especialistas defendem abordagens mais completas, que incluam não apenas medicamentos, mas assistência psicológica, acompanhamento familiar e oportunidades de reinserção social e profissional.

    No contexto social, o problema é ainda mais complexo. O usuário, que já enfrenta uma doença, também lida com o rompimento de laços familiares, endividamento e ausência de rede de apoio. Sem renda e sem acolhimento, acaba retornando às ruas e à droga. “Tem gente que não tem muito o que perder. O nível de satisfação de vida é baixo. A pessoa precisa de motivação e de condições reais para se manter longe do vício”, diz o psiquiatra.

    A Polícia Militar mantém presença ostensiva nas áreas mais afetadas, como o entorno da antiga rodoviária e o bairro Jockey Club, mas reconhece que o problema vai além da esfera policial. “A presença de pessoas em situação de rua é uma questão multifatorial, que envolve também saúde, assistência social e urbanismo. É essencial que os demais órgãos competentes continuem desenvolvendo ações integradas em suas áreas de atuação”, afirmou a corporação em nota.

    Casos como esses não estão restritos à capital. Situações semelhantes se repetem em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, independentemente do porte. Isso demonstra que a dependência química e o sofrimento mental são desafios presentes em todo o estado, exigindo atenção, articulação e políticas públicas conjuntas.

    A solução passa por uma mobilização coletiva do poder público, das famílias, da sociedade civil e das instituições de saúde. É fundamental criar uma rede sólida de apoio, com foco na prevenção, acolhimento e tratamento humanizado.

    Quem precisa de ajuda pode procurar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), disponíveis em diversas cidades de Mato Grosso do Sul, ou entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), que oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br.

    O problema da pasta base é, antes de tudo, um reflexo da fragilidade das redes de cuidado e de pertencimento social. E, para enfrentá-lo, é preciso mais do que policiamento ou repressão é preciso empatia, políticas efetivas e esperança de reconstrução.

    destaque

    Leia também

    União ABC e Pantanal decidem Estadual Sub-15 neste sábado no CD de Futebol

    setembro 26, 2026

    Réu que atropelou amigo duas vezes após briga pega 11 anos de prisão

    setembro 26, 2026

    Jovem de 18 anos morre em acidente com SUV que fazia conversão

    setembro 26, 2026
    Ultimas Notícias
    Destaque

    União ABC e Pantanal decidem Estadual Sub-15 neste sábado no CD de Futebol

    setembro 26, 2026

    Mais uma competição de base organizada pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul…

    Réu que atropelou amigo duas vezes após briga pega 11 anos de prisão

    setembro 26, 2026

    Jovem de 18 anos morre em acidente com SUV que fazia conversão

    setembro 26, 2026

    Carreta carregada com soja tomba perto do trevo da MS-480, em Batayporã

    setembro 26, 2026

    Caixa libera dinheiro de antigo fundo PIS/Pasep; veja como sacar

    setembro 26, 2026

    Cartório Eleitoral insere mídias e lacra urnas que serão utilizadas em Nova Andradina, Batayporã e Taquarussu

    setembro 26, 2026

    Campanha Crédito Ideal disponibiliza crédito pessoal para realização de projetos

    setembro 26, 2026

    ‘Não estou arrependido, sou homem’: assassino de empresário é preso e frieza impressiona

    setembro 26, 2026

    Powered by

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    1
    WhatsApp
    Olá 👋
    Podemos ajudá-lo?
    Abrir bate-papo