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    Home»Destaque»Homem é condenado a 36 anos por matar companheira com foice na frente dos filhos
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    Homem é condenado a 36 anos por matar companheira com foice na frente dos filhos

    BarthimanBarthimanjulho 23, 2026
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    Wilson Garcia foi condenado a 36 anos, 10 meses e 13 dias de prisão pelo feminicídio da companheira, Juliana Domingues. O crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2025, na casa onde o casal vivia, na Aldeia Nhu Porã, às margens da BR-163, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande.

    A condenação foi definida durante julgamento realizado na terça-feira e divulgada nesta quarta-feira (22) pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O processo tramita em segredo de Justiça.

    Os jurados aceitaram os argumentos apresentados pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant Anna. A pena foi aumentada porque o crime ocorreu na presença dos filhos da vítima e porque Juliana teve pouca ou nenhuma chance de se defender.

    A Justiça também levou em conta a gravidade do crime e os impactos causados aos filhos menores, que ficaram órfãos após a mãe ser assassinada dentro de casa.

    Wilson ainda deverá pagar pelo menos R$ 20 mil de indenização por danos morais aos herdeiros da vítima.

    Ele começará a cumprir a pena imediatamente, em regime fechado, e não poderá aguardar em liberdade o julgamento de eventual recurso.

    Relembre o caso – O crime ocorreu entre as 21h e as 22h do dia 18 de fevereiro de 2025. Juliana e Wilson estavam juntos havia cerca de oito anos e tinham um filho de 7 anos. Outro filho da vítima, de 11 anos, também morava na residência.

    Na noite do crime, houve um desentendimento familiar após uma discussão entre as crianças. Durante a confusão, Wilson pegou uma foice e atacou Juliana. Os filhos da vítima presenciaram o crime.

    Depois do ataque, Wilson fugiu e se escondeu na casa dos pais, na Aldeia Tay Kuê, em Caarapó. Ele foi encontrado e preso em flagrante pelas forças de segurança após buscas realizadas sem interrupção.

    A morte de Juliana foi o terceiro feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2025.

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