A megaoperação deflagrada pela Polícia do Rio de Janeiro no Complexo do Alemão deixou ao menos 64 mortos, segundo balanço divulgado pelas forças de segurança do estado. Entre as vítimas estão 60 criminosos, dois policiais civis e dois policiais militares do BOPE. O governo fluminense classificou a ação como a maior operação da história do estado.
Batizada de Operação Contenção, a ação faz parte de uma estratégia do Governo do Estado para frear a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e capturar lideranças criminosas que atuam tanto no Rio quanto em outros estados.
Os agentes tentam cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes da facção. Entre os alvos, 30 estão em outros estados, com destaque para criminosos do Pará, que estariam escondidos em áreas controladas pela organização. Até o último balanço, 81 pessoas haviam sido presas, e dois suspeitos baleados permanecem sob custódia no Hospital da Penha.
Durante os confrontos, três moradores foram atingidos por balas perdidas e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas. Uma das vítimas, uma mulher que foi ferida de raspão enquanto se exercitava em uma academia, já recebeu alta.
Entre os agentes feridos estão um policial do BOPE, atingido de raspão na perna durante uma incursão em área de mata, e o delegado Bernardo Leal, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), baleado também na perna. Ambos foram socorridos e passam bem.
A operação resultou ainda na apreensão de dez fuzis, uma pistola, três celulares e nove motocicletas. Um dos presos é apontado como operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, considerado um dos chefes do Comando Vermelho.
De acordo com o governo estadual, a Operação Contenção deve continuar nos próximos dias, com o objetivo de desarticular a estrutura financeira e logística da facção criminosa e restabelecer a presença do Estado em áreas dominadas pelo tráfico. *Com informações da CNN.
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