A pesquisa Datafolha divulgada em 6 de dezembro de 2025 mostra que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é hoje o nome favorito entre os brasileiros para receber o apoio de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026. Ela aparece com 22% das indicações espontâneas entre nomes ligados ao ex-presidente.
Em segundo lugar, aparece o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com 20% de preferência. Já o senador Flávio Bolsonaro, que pouco depois anunciou-se pré-candidato ao Planalto e recebeu apoio público do pai, figura apenas na quinta posição, com 8%. À frente dele estão o governador Ratinho Jr. e o deputado Eduardo Bolsonaro.
O levantamento foi realizado entre 2 e 4 de dezembro, com 2.002 entrevistados de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O estudo foi concluído antes do anúncio formal da pré-candidatura de Flávio.
Rejeição ao “selo Bolsonaro”
A pesquisa também avaliou a receptividade dos brasileiros a um candidato apoiado por Jair Bolsonaro. Para 50% dos entrevistados, esse apoio seria motivo suficiente para não votar no nome indicado. Outros 26% afirmam que votariam com certeza em alguém escolhido pelo ex-presidente, enquanto 21% disseram que talvez votariam.
O cenário indica uma divisão clara no eleitorado: embora ainda exista uma base fiel ao bolsonarismo, a rejeição ao ex-presidente e à sua influência permanece elevada.
Cenário eleitoral e disputa com Lula
Em simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue numericamente à frente de nomes associados ao bolsonarismo. A diferença é maior quando o adversário é Flávio Bolsonaro e diminui quando o confronto envolve Tarcísio de Freitas, mas ainda assim os cenários mostram vantagem ao atual presidente.
O que a pesquisa indica
Os números revelam que Michelle Bolsonaro surge como principal herdeira simbólica do eleitorado bolsonarista, enquanto Tarcísio se destaca pela competitividade e menor rejeição. Já a escolha de Flávio como candidato oficial pode enfrentar resistência dentro e fora da base.
Com a proximidade de 2026, o desafio do campo político à direita é encontrar um nome capaz de unificar o grupo e, ao mesmo tempo, ampliar o diálogo com eleitores que hoje rejeitam a influência direta de Jair Bolsonaro.




