Donald Trump e Grok são alvo de um pedido de democratas dos Estados Unidos para que a Casa Branca entregue conversas do presidente com o chatbot sobre uma operação militar na Venezuela. O caso foi revelado pela CNET.
Os deputados Jamie Raskin, de Maryland, e Robert Garcia, da Califórnia, afirmam que as conversas devem ser tratadas como registros públicos. Em carta enviada a Trump, eles citam a Lei de Registros Presidenciais, de 1978, e pedem acesso às perguntas e respostas trocadas com sistemas de inteligência artificial.
Os parlamentares alegam que Trump consultou o Grok, da xAI, empresa de Elon Musk, antes da operação que levou à prisão do então presidente venezuelano Nicolás Maduro. Reportagens citadas na carta dizem que, em dezembro de 2025, Trump passou horas perguntando ao chatbot como venezuelanos reagiriam à captura de Maduro.
Raskin e Garcia também questionam os riscos de segurança no uso de sistemas privados de IA em decisões de política externa. Eles pedem que a Casa Branca informe se restringe o envio de dados sigilosos a chatbots e se fornecedores podem acessar comandos, respostas, registros ou metadados.
A Casa Branca encaminhou o pedido de comentário ao Pentágono, que não respondeu de imediato. Os deputados solicitam uma explicação detalhada sobre o uso pessoal da tecnologia pelo presidente e uma reunião reservada até 11 de novembro para discutir protocolos de IA e segurança digital.
Um resumo de relatório da Administração de Serviços Gerais, analisado pelo Wall Street Journal, concluiu que o Grok não atende às exigências de segurança e alinhamento para uso geral federal. O documento também aponta possível risco em ambientes com informações classificadas.
Modelos de linguagem podem produzir respostas falsas ou enviesadas com aparência de certeza. O texto cita um caso em que autoridades militares dos EUA teriam recebido um relatório baseado em chatbot que identificou incorretamente a carga de uma embarcação chinesa no Oriente Médio.


