Os furtos e roubos de carros eletrificados triplicaram no Estado de São Paulo em 2026. Foram 186 casos de janeiro a julho de 2026, ante 62 no mesmo período de 2025, alta de 200%.

Os dados são de levantamento da empresa de rastreamento veicular Ituran Brasil obtido com exclusividade pelo UOL Carros e elaborado com base nos dados oficiais mais recentes disponibilizados pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo). A conta inclui elétricos, híbridos e híbridos leves.

O BYD Dolphin lidera a lista, com 32 ocorrências. Logo atrás vem o Toyota Corolla Cross híbrido, com 30. Juntos, os dois respondem por um terço dos casos.

O crime cresceu mais do que a frota. Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), os eletrificados emplacados desde 2012 somavam 514 mil no fim de julho de 2025. Um ano depois, eram cerca de 893 mil, alta de 74%.

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A capital paulista concentra a maioria dos casos. Foram 137 ocorrências, quase 3 em cada 4. A Vila Mariana lidera entre os bairros, com 15, seguida pelo Carrão, com 8. Fora da capital, Americana, Santo André e São Bernardo do Campo têm 4 casos cada.

Até um quadriciclo entrou na lista. O Renault Twizy, de dois lugares, aparece em oitavo, com 7 casos. O modelo nunca foi vendido oficialmente no Brasil: ele chegou em 2014, em um projeto da Renault com Itaipu, e depois só foi oferecido a frotas.

O furto (quando o carro é levado sem a presença do condutor) responde por 83% dos casos. Em 2025, eram 40%. Já os roubos caíram de 37 para 31. Toda a alta veio dos furtos, que saltaram de 25 para 155.

O calendário também mudou: a quinta-feira passou a concentrar mais ocorrências, 47, enquanto no ano passado o domingo liderava. Carros de 2 a 5 anos são quase metade dos alvos, e os de até 2 anos, um terço.

*Período de janeiro a julho de 2026; fonte: Ituran Brasil, com dados da SSP-SP