Close Menu
NCV NewsNCV News
    NCV NewsNCV News
    • Home
    • Destaque
    • Policial
    • Saúde
    • Economia
    • Esportes
    • Política
    • Geral
    • Cidades
    • Internacionais
    • Curriculum
    NCV NewsNCV News
    Home»Destaque»Novo medicamento para Parkinson é aprovado após 15 anos sem inovações no Brasil
    Destaque

    Novo medicamento para Parkinson é aprovado após 15 anos sem inovações no Brasil

    BarthimanBarthimanmaio 26, 2026
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email WhatsApp

    Uma terapia considerada inovadora para pacientes com doença de Parkinson que vivem com quadros avançados e que não respondem aos atuais tratamentos foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira, 25, após 15 anos sem a chegada de terapias inovadoras no Brasil. A liberação de registro foi para o medicamento que combina foslevodopa e foscarbidopa hidratada, de nome comercial Vyalev, que diminui os movimentos involuntários de forma duradoura.

    O tratamento é feito por meio de uma infusão subcutânea administrada de forma contínua, ou seja, a medicação é liberada por 24 horas, permitindo o controle das flutuações motoras — períodos com e sem controle dos movimentos — que acometem os pacientes. Além das pessoas que não são beneficiadas com o tratamento oral, a combinação das drogas pode ser indicada para pacientes que não querem ou não podem fazer a cirurgia de estimulação cerebral profunda, conhecida como DBS.

    Rubens Cury, coordenador do Grupo de Distúrbios do Movimento e doença de Parkinson do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, avalia a aprovação como um avanço no controle da doença, que ainda não tem cura.

    “Ele vem para uma população com Parkinson avançado e muitos deles não são elegíveis para a cirurgia por quadros de insuficiência cardíaca ou idade avançada, por exemplo. Então, chega para suprir uma população muito grande, porque a jornada da doença segue.” Segundo a farmacêutica AbbVie, detentora da patente, até 60% das pessoas diagnosticadas com Parkinson têm alguma contraindicação para o procedimento cirúrgico.

    Cury afirma que a cirurgia é eficaz, mas tem a barreira de ser um procedimento invasivo. E o tratamento oral, por mais que tenha eficácia, não impede as oscilações de controle do movimento.

    Com a nova droga, o paciente recebe o tratamento durante todo o dia, inclusive quando está dormindo, a partir de um equipamento que lembra uma bomba de insulina e permite a calibragem da dose de forma personalizada pelo médico.

    “Nos primeiros dois ou três dias, é preciso achar a dose de acordo com a necessidade do paciente. É como virar um botão de rádio para não perder a estação”, exemplifica Cury. “Não é a cura da doença, mas reduz de forma significativa a rigidez, a dificuldade para escrever e demais dificuldades.”

    Testes com o novo medicamento para Parkinson

    A aprovação da agência levou em consideração um estudo de fase 3 que seguiu o padrão-ouro de ensaios clínicos (randomizado, duplo-cego e controlado) ao acompanhar 130 pessoas com a doença em estágio avançado por 12 semanas. Os benefícios começaram a aparecer já na primeira semana.

    Os testes mostraram um ganho expressivo no controle de movimentos, conhecido como período “on”, que chegou a 2,72 horas. No grupo controle, foi de 0,97 hora. Esse achado é importante porque é no período “off” que ocorrem os tremores e movimentos involuntários característicos da doença. Um estudo com duração de 52 semanas também comprovou segurança e eficácia.

    O tratamento já foi aprovado em 35 países — entre eles, Estados Unidos, Reino Unido e Japão — e mais de 4 200 pacientes utilizam a terapia.

    Doença de Parkinson

    A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa relacionada a distúrbios na produção de dopamina, neurotransmissor mais conhecido por sua relação com o prazer e sensação de recompensa, mas que tem papel crucial no controle dos movimentos automáticos.

    “Gesticular, balançar o braço ao andar, piscar os olhos e todo movimento automático tem a dopamina como maestro. Com a redução, a pessoa andar e gesticula mais devagar, escreve com uma letra menor, o intestino fica alterado e a pessoa fica deprimida e ansiosa”, explica Cury.

    No mundo, estima-se que o Parkinson afete mais de 10 milhões de pessoas. No Brasil, os dados indicam cerca de 220 mil, mas o número pode ser maior em função da subnotificação da doença.

    destaque

    Leia também

    Mercados agrícolas iniciam semana sob pressão

    setembro 19, 2026

    Vender agora ou esperar? Soja entra em zona decisiva

    setembro 19, 2026

    Exame de sangue detecta câncer de pâncreas inicial em 87% dos casos

    setembro 19, 2026
    Ultimas Notícias
    Destaque

    Mercados agrícolas iniciam semana sob pressão

    setembro 19, 2026

    Os mercados agrícolas iniciam a semana sob influência do avanço das colheitas nos Estados Unidos,…

    Vender agora ou esperar? Soja entra em zona decisiva

    setembro 19, 2026

    Exame de sangue detecta câncer de pâncreas inicial em 87% dos casos

    setembro 19, 2026

    Curandeiros da IA se espalham nas redes e colocam a saúde de milhões de seguidores em risco

    setembro 19, 2026

    Estudo relaciona bactéria que afeta estômago a um em cada cinco casos de câncer colorretal

    setembro 19, 2026

    Conselho do São Paulo marca data para votar acordo de R$ 140 milhões com a Ticketmaster

    setembro 19, 2026

    Missão de Renato no Grêmio vai além do campo; saiba qual o plano do técnico

    setembro 19, 2026

    Casal tinha outros três filhos menores de 8 anos além do bebê morto a facadas pelo pai; mãe também foi morta

    setembro 19, 2026

    Powered by

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    1
    WhatsApp
    Olá 👋
    Podemos ajudá-lo?
    Abrir bate-papo