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    Home»Destaque»PCC e CV viram ‘inimigos’ prioritários na fronteira do MS
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    PCC e CV viram ‘inimigos’ prioritários na fronteira do MS

    BarthimanBarthimanagosto 15, 2026
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    O governo boliviano está com uma ofensiva, em conjunto com a Polícia Federal (PF) brasileira, para tentar bloquear ações criminosas coordenadas que o Primeiro Comado da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão implantando no país vizinho.

    Esse trabalho conjunto foi chamado de Plano Fronteira Segura e foi lançado ontem, em Guayaramerín, cidade boliviana que faz fronteira com Guajará-Mirim (RO).

    Apesar do lançamento oficial dessa estratégia de guerra contra organizações criminosas brasileiras e grupos bolivianos ocorrer na região Norte do País, o Ministério do Governo da Bolívia identificou que as regiões críticas são: Cobija/Brasiléia (AC), Guayaramerín/Guajará-Mirim (RO), Puerto Suárez/Corumbá (MS) e San Matías/Cáceres (MT).

    O presidente boliviano, Rodrigo Paz, enfatizou que os operativos vão ser empenhados por tempo indeterminado nas faixas de fronteira consideradas sob maior risco de atuação de facções criminosas.

    “Lançamos o Plano Fronteiras Seguras com empenho permanente da polícia boliviana em cinco pontos fronteiriços para desarticular o crime organizado transnacional, porque um país seguro é um país onde bolivianos investem em seu próprio território”, afirmou.

    O comandante geral da polícia boliviana, Mirko Sokol, participou do lançamento do plano e afirmou que as ações ostensivas estão voltadas para dificultar a atuação das facções.

    “Estamos atacando estas organizações criminosas no lugar onde elas estão pretendendo atuar. E isso acontece principalmente nas fronteiras. São nesses locais que temos que evitar o ingresso de grupos criminosos e tentar evitar que cheguem nas cidades. Eles geram violência, mortes”, disse.

    Pelo lado brasileiro, as autoridades não fizeram manifestação pública. Isso foi atribuído ao período de defeso eleitoral. Contudo, participaram do lançamento do plano o ministro de Segurança e Justiça Pública, Wellington Lima e Silva, além do diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues.

    AÇÕES PRÁTICAS

    Já foi definido que mais de 300 policiais bolivianos especializados vão atuar no Departamento de Santa Cruz, que envolve as fronteiras com Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

    Atualmente, há um conflito em andamento em San Matías, divisa com Cáceres, onde o policial boliviano subtenente Yerson Salazar Aliendres acabou morto, no dia 30 de julho, após uma emboscada.

    Já em Corumbá, também em julho, houve um atentado ligado ao PCC que resultou na morte do soldado PM Marcelo Pimenta da Silva. O ataque ocorreu contra um homem que vivia em Ladário e os policiais militares foram alvejados quando tentaram prender os suspeitos.

    Todos os criminosos envolvidos, sendo a maioria deles brasileiros, acabaram mortos pela PM do Estado. Nessa resposta da polícia, dois bolivianos também morreram, mas quando estavam em Corumbá.

    O governo boliviano apontou que os operativos conjuntos, e principalmente o combate ao crime organizado atuando na fronteira, resultou na expulsão de 17 pessoas apontadas com algum grau de liderança em organizações criminosas, entre elas do PCC e algumas do CV.

    Também ocorreram as apreensões de 58 aeronaves, 370 imóveis e 573 veículos durante os últimos oito meses. As ações também destruíram 10 pistas clandestinas e apreenderam 283 toneladas de droga.

    “A Bolívia não será terra livre para as máfias. Não há espaço para respostas frágeis, dispersas ou meramente declarativas. Os narcotraficantes não são atores sociais, nem interlocutores políticos. São organizações criminais que destroem famílias, financiam violência, capturam territórios, corrompem instituições, tomam fronteiras e ameaçam a democracia”, declarou o ministro boliviano da Defesa, Ernesto Justiniano.

    A Bolívia está alinhada com ações também com os Estados Unidos e neste mês teve reunião com o secretário de Defesa estadunidense, Pete Hegseth, e o general Francis L. Donovan, que atua no Comando do Sul, unidade do exército dos EUA que exerce atividade na América Latina.

    Credito. Correio do Estado

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