Pecuaristas, a lucratividade do confinamento não depende apenas da qualidade da dieta, mas também da precisão do manejo. A definição correta dos dias de cocho é um fator determinante que pode separar o lucro do prejuízo.
Nesta quarta-feira (17), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi os segredos para otimizar os dias de confinamento. Ele explica por que um dia a mais de cocho pode custar caro na engorda.
A eficiência alimentar do gado no confinamento é um ciclo que tem um começo, um meio e um fim. No início da engorda, o animal tem uma excelente conversão alimentar, precisando de cerca de 6 kg de matéria seca para converter 1 kg de ganho de peso. No entanto, ao longo do confinamento, essa eficiência vai piorando.
A tendência é que o animal precise comer mais para converter o mesmo quilo. O custo de produção da arroba pode se tornar maior que o custo de venda, o que significa prejuízo. Portanto, definir corretamente os dias de cocho é crucial para não errar no ponto de abate.
O tempo de permanência em confinamento depende de diversos fatores que devem ser analisados para um manejo de precisão:
A definição dos dias de cocho é crucial para o planejamento da escala de abate. Se o pecuarista passar dos dias ideais, o custo de produção da arroba pode se tornar maior que o custo de venda. Se ele não chegar aos dias ideais, a carcaça não estará pronta, com uma carne de baixa qualidade.
O acabamento de gordura é fundamental para a qualidade da carne. O pecuarista deve produzir o boi que ele compraria no açougue, com uma boa cobertura de gordura, que é o que o consumidor busca. Um bom planejamento dos dias de cocho é a chave para o sucesso na engorda.





