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    Home»Destaque»Super El Niño reforça urgência de adaptação climática no agro
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    Super El Niño reforça urgência de adaptação climática no agro

    BarthimanBarthimanjulho 28, 2026
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    A possibilidade de um Super El Niño nos próximos meses reforça a necessidade de acelerar medidas de adaptação da agropecuária brasileira aos eventos climáticos extremos. A avaliação é da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que divulgou um documento com propostas voltadas aos candidatos às eleições de 2026, defendendo o fortalecimento do crédito rural, do seguro agrícola, da assistência técnica e da adoção de práticas sustentáveis no campo.

    A publicação ocorre em um momento de preocupação com o cenário climático. Segundo análise recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte entre outubro e dezembro deste ano. Caso o cenário se confirme, a expectativa é de aumento na frequência de ondas de calor, estiagens e chuvas intensas, com impactos sobre diferentes regiões produtoras.

    Para a Coalizão, o aumento da vulnerabilidade climática exige que políticas públicas voltadas ao setor agropecuário avancem além das ações emergenciais e priorizem medidas estruturantes de adaptação. “A previsão de um El Niño deixa de ser apenas um alerta meteorológico para se tornar um chamado urgente à modernização das nossas políticas públicas para o campo”, afirma Leila Harfuch, integrante do Grupo Estratégico da Coalizão.

    Segundo ela, instrumentos como o seguro rural e o crédito agrícola precisam ser aperfeiçoados para reduzir os riscos enfrentados pelos produtores. “O fenômeno pressiona a agenda de adaptação climática, exigindo que o seguro e o crédito rural sejam atualizados para oferecer previsibilidade e proteger a renda do produtor diante de quebras de safra cada vez mais frequentes. Não podemos mais tratar eventos extremos como exceções; precisamos de um planejamento territorial robusto e da implementação célere do Código Florestal para reduzir as vulnerabilidades e garantir a segurança hídrica, energética, produtiva e alimentar do país”, salienta.

    Práticas conservacionistas

    Além do fortalecimento dos instrumentos de gestão de risco, a Coalizão propõe ampliar a adoção de tecnologias já consolidadas no campo, como o plantio direto, o uso de bioinsumos, a recuperação de áreas degradadas e sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Segundo a entidade, essas práticas contribuem para melhorar a qualidade do solo, aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais e elevar a capacidade de adaptação das propriedades rurais às variações climáticas.

    O documento também defende que o uso sustentável da terra passe a ser tratado como um ativo econômico estratégico para o agronegócio. “A resiliência da agropecuária brasileira depende do reconhecimento do uso sustentável da terra como um ativo econômico”, afirma Rodrigo Castro, integrante do Grupo Estratégico da Coalizão.

    De acordo com ele, práticas de agricultura regenerativa, produção de baixo carbono e conservação do solo são fundamentais para manter a competitividade da agropecuária brasileira em um cenário de maior instabilidade climática. “É preciso produzir mais e melhor, o que passa obrigatoriamente pela adoção de práticas de agricultura regenerativa, de baixo carbono e de conservação do solo para criar resiliência diante da irregularidade climática. A agropecuária brasileira contribui para a segurança alimentar de mais de 1 bilhão de pessoas no planeta; garantir a nossa capacidade de adaptação é assegurar o abastecimento de quase 20% da população mundial”, afirma.

    Castro acrescenta que a regularização ambiental e a integração da vegetação nativa aos sistemas produtivos também fortalecem a competitividade do setor. “Ao acelerarmos a regularização ambiental e integrarmos a conservação da vegetação nativa aos sistemas produtivos, não estamos apenas protegendo biomas, mas blindando a produtividade contra os efeitos do clima e garantindo a competitividade do Brasil no mercado global”, ressalta.

    Acessse o documentário AQUI

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