O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria dado um ultimato ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro: ele e sua família deveriam abandonar o país até a última sexta-feira (28) e escolher um destino seguro para se exilar. A proposta, relatada por fontes próximas à administração norte-americana, faz parte de uma ofensiva de pressão intensificada contra o governo venezuelano.
De acordo com relatos, a oferta teria condicionado o exílio à concessão de anistia completa para Maduro, seus familiares e integrantes do regime — além da retirada de acusações pendentes junto ao Tribunal Penal Internacional. Essas exigências teriam sido rejeitadas pelos EUA.
Ultimato telefônico e tom de força
A proposta teria sido feita durante uma ligação de cerca de 15 minutos entre Trump e Maduro, realizada na última semana. O próprio presidente dos EUA confirmou a conversa, mas não revelou o conteúdo.
Fontes do governo americano — citadas por autoridades e pelo senador republicano Markwayne Mullin — afirmam que a oferta também incluía passagem segura para Maduro e para aliados próximos, provavelmente para a Rússia ou outro país indicado por Washington.
Entretanto, a resposta do governo venezuelano foi negativa. Segundo relatos, Maduro recusou deixar o país sob as condições impostas, o que teria encerrado as negociações.
Retaliação: espaço aéreo venezuelano “fechado”
Com o prazo expirado sem resposta positiva, Trump postou em sua rede social pedindo que o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela fosse considerado “fechado em sua totalidade”.
A reação oficial de Caracas foi imediata e duríssima: o governo venezuelano classificou a declaração como uma “ameaça colonialista”, denunciando a violação da soberania nacional e afirmando que somente a autoridade local pode regular o espaço aéreo.
Crescimento da presença militar dos EUA e medo de escalada
O ultimato e o bloqueio aéreo ocorrem em meio a uma escalada militar dos EUA no Caribe — com o reposicionamento de navios de guerra, reforço em bases navais e preparação para possíveis operações contra supostos traficantes de drogas ligados ao regime venezuelano.
O governo de Maduro, por sua vez, vem buscando apoio internacional e reforçando sua aliança com países como Rússia, China e Irã, tentando blindar-se contra qualquer eventual ofensiva externa.
Nos bastidores, negociações frustradas e clima de incerteza
Embora os governos dos EUA e Venezuela admitam ter havido contato, oficiais norte-americanos citados pela imprensa dizem que não há hoje uma proposta formal de exílio para Maduro. A oferta teria sido condicionada a exigências consideradas inaceitáveis por Caracas — o que praticamente “definitiva” o colapso das negociações preliminares.
Analistas alertam para o risco elevado de escalada militar e para as imprevisíveis consequências humanitárias e diplomáticas caso o impasse continue. *Com informações da CNN.
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