Close Menu
NCV NewsNCV News
    NCV NewsNCV News
    • Home
    • Destaque
    • Policial
    • Saúde
    • Economia
    • Esportes
    • Política
    • Geral
    • Cidades
    • Internacionais
    • Curriculum
    NCV NewsNCV News
    Home»Destaque»Trump sequestra a Venezuela e empurra o Brasil para o pior dos tabuleiros
    Destaque

    Trump sequestra a Venezuela e empurra o Brasil para o pior dos tabuleiros

    BarthimanBarthimanjaneiro 3, 2026
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email WhatsApp

    O ataque dos EUA à Venezuela, na madrugada deste sábado 3, impõe um desafio inédito à liderança que o Brasil busca exercer na América Latina. No curto prazo, é uma ruptura da abordagem mediadora e negociadora com a qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha tentando, sem sucesso, manobrar a situação. Numa perspectiva histórica, muda radicalmente o status de uma região tradicionalmente pacífica e de soluções negociadas, e sacramenta o papel abertamente intervencionista de Washington, reeditando os piores dias da Guerra Fria.

    O tranco que Donald Trump está dando na realidade latino-americana hoje é o mesmo que os EUA deram ontem na Europa: acordos históricos caíram, alianças sólidas foram relativizadas, compromissos foram rompidos, o direito internacional e as soluções multilaterais foram definitivamente desprezadas e os arranjos que mantinham uma estabilidade e uma previsibilidade relativas já não existem mais.

    A ordem mudou e o Brasil deve buscar se adaptar a essa mudança, da mesma maneira que os europeus buscam desesperadamente fazer desde que Trump estendeu um tapete vermelho para Vladimir Putin no Alasca e humilhou Volodymyr Zelensky na frente das câmeras, no Salão Oval da Casa Branca. Os amigos agora são outros. Os inimigos, também.

    Se a guerra na Venezuela for rápida e curta, os prejuízos serão menores. Nesse cenário simplista, Nicolás Maduro sai de cena e a própria sociedade venezuelana se rearranja em novos termos. Se o desfecho for esse, o Brasil fica bem com todos os lados, pois não confrontou os EUA nem a oposição venezuelana que, agora, vê redobradas suas chances de voltar ao poder. Lula criticou Maduro na reta final – o Brasil não reconheceu os resultados das últimas eleições presidenciais na Venezuela, mas também não defendeu medidas de força para mudar esse status quo. Manteve, assim, uma posição ponderada, que o credencia para seguir participando das discussões sobre o futuro, com quem quer que seja.

    Este cenário simplista, porém, é improvável. Quem está no poder agora é a vice-presidente, Delcy Rodríguez. A esquerda venezuelana obviamente segue existindo, e não abrirá mão de seguir exercendo o poder, mesmo com Maduro preso nos EUA ou exilado em qualquer outro lugar. Num cenário otimista, esta ala encontraria meios legais e legítimos de canalizar suas aspirações político-ideológicas, mesmo que seu líder maior tenha sido defenestrado do poder à força. No pior cenário, contudo, a luta pelo poder se radicaliza e a intervenção militar ilegal americana abre as portas para uma degradação generalizada, como aconteceu na Síria e no Líbano. Esse é o cenário mais catastrófico para o Brasil; e para a Venezuela, obviamente.

    Tanto uma guerra civil ou mesmo uma escalada de violência intensa e prolongada o bastante para perturbar uma saída pacífica deve provocar reflexos sobre o Brasil e a Colômbia, ambos países fronteiriços, que ultrapassem a mera questão humanitária associada ao fluxo de imigrantes.

    Grupos armados internos, detentores de uma enorme quantidade de armas que Maduro disseminou entre a população civil nos últimos anos, podem testar os limites fronteiriços com ações de fuga ou com associações com outros atores armados. A própria Colômbia nos deu, ao longo de 50 anos, um bom exemplo de como mesmo uma luta social legítima em sua origem pode se degenerar facilmente.

    Para o Brasil, esse cenário de degradação é o mais preocupante, principalmente porque não faltariam agentes da ultradireita – no Brasil, nos EUA e na Venezuela – tentando colar em Lula o papel de fiador de Maduro e, em consequência, dos cartéis e facções declaradas recentemente como terroristas por Trump. Essa combinação, em ano eleitoral brasileiro, pode ser fatal.

    destaque

    Leia também

    Guerra contra a ciência: O risco global da nova política vacinal dos EUA

    janeiro 23, 2026

    Compras de trigo devem aumentar no Brasil nas próximas semanas

    janeiro 23, 2026

    Peru libera exportação de produtos de bovinos e suínos do Brasil

    janeiro 23, 2026
    Ultimas Notícias
    Destaque

    Guerra contra a ciência: O risco global da nova política vacinal dos EUA

    janeiro 23, 2026

    A saúde pública mundial acaba de sofrer um forte ataque com a decisão do governo…

    Compras de trigo devem aumentar no Brasil nas próximas semanas

    janeiro 23, 2026

    Peru libera exportação de produtos de bovinos e suínos do Brasil

    janeiro 23, 2026

    Zé Teixeira alerta para feminicídios e reafirma compromisso com proteção das mulheres

    janeiro 23, 2026

    Identificado motociclista que morreu ao ser atingido por caminhonete em Dourados

    janeiro 23, 2026

    Governo prorroga prazo para renegociação de dívidas até 2026.

    janeiro 23, 2026

    Receita prevê arrecadar R$ 200 bi com modelo de cobrança amigável.

    janeiro 23, 2026

    Idoso morre e irmão é resgatado em árvore após barco virar durante pescaria em Ivinhema

    janeiro 23, 2026

    Powered by

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    1
    WhatsApp
    Olá 👋
    Podemos ajudá-lo?
    Abrir bate-papo