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    Home»Destaque»Boi gordo a R$ 360/@ com “cabo de guerra” entre pecuarista e frigoríficos; Quem ganha?
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    Boi gordo a R$ 360/@ com “cabo de guerra” entre pecuarista e frigoríficos; Quem ganha?

    BarthimanBarthimandezembro 3, 2024
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    O cabo de guerra entre pecuaristas e frigoríficos tem gerado tensões no mercado do boi gordo, resultando em movimentações estratégicas e incertezas sobre os rumos da arroba. Enquanto as indústrias frigoríficas tentam pressionar os preços, os pecuaristas resistem à ideia de aceitar valores mais baixos, criando um cenário de negociações travadas e volatilidade.

    Segundo a Agrifatto, considerando uma “análise técnica clássica’, a confluência entre aumento do volume negociado (na B3) e queda nos preços (dos contratos futuros), “pode indicar uma reversão do movimento altista’. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp Produtores de grãos no Maranhão correm risco de bitributação Cenário atual e comportamento dos frigoríficos

    De acordo com análises da consultoria Safras & Mercado, o mercado físico do boi gordo começou a semana com negociações limitadas. Muitos frigoríficos estão fora das compras, enquanto os que seguem operando tentam reduzir os valores pagos aos pecuaristas.

    Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, afirma que o comportamento dos frigoríficos pode determinar os próximos passos: “Os frigoríficos provavelmente abrirão o dia oferecendo preços mais baixos. Se o pecuarista aceitar esses preços, o jogo muda completamente.”

    “Os frigoríficos provavelmente abrirão o dia oferecendo preços mais baixos. Se o pecuarista aceitar esses preços, o jogo muda completamente.”

    Além disso, diversas indústrias já anunciaram férias coletivas, medida que pode pressionar ainda mais o mercado nos próximos dias. Preços médios da arroba do boi gordo pelas principais praças pecuárias do país São Paulo: R$ 360,00/@ Goiás: R$ 353,00/@ Minas Gerais: R$ 334,00/@ Mato Grosso do Sul: R$ 342,00/@ Mato Grosso: R$ 332,00/@ Indicador CEPEA/B3 e variações recentes

    Segundo o CEPEA, o indicador do boi gordo registrou alta de 10,5% em novembro, encerrando o mês com a média de R$ 352/@. No entanto, nesta segunda-feira (2), o preço médio foi de R$ 351,80/@, marcando uma leve retração diária de -0,04%. Em dólar, a arroba ficou cotada a US$ 57,98.

    Confira a evolução do indicador nos últimos dias: 02/12/2024: R$ 351,80/@ (-0,04%) 29/11/2024: R$ 351,95/@ (-0,04%) 28/11/2024: R$ 352,10/@ (-0,16%) 27/11/2024: R$ 352,65/@ (+0,18%) Impacto no mercado futuro

    Os preços futuros do boi gordo também sofreram forte pressão vendedora, atingindo limites de baixa na B3. O contrato de dezembro/24, por exemplo, caiu para R$ 319,80/@, menor patamar desde o final de outubro, segundo a Agrifatto. Esse movimento sinaliza um mercado descrente na manutenção dos preços atuais no primeiro semestre de 2025.

    As variações semanais nos contratos futuros foram expressivas: Dezembro/24: -14,94% Janeiro/25: -15,95% Fevereiro/25: -15,57%

    Apesar disso, a sexta-feira (29/11) apresentou uma leve recuperação, com o contrato de março/25 valorizando 1,75%, cotado a R$ 307,20/@. Reflexos no mercado físico

    Enquanto o mercado futuro sofre desvalorização, o preço nominal médio do boi gordo em São Paulo permanece em R$ 355/@, com o “boi-China” sustentando a demanda. Nas demais regiões monitoradas, a média ficou em R$ 320,90/@.

    No entanto, o aumento do custo da carne no atacado tem gerado dificuldades para repasses. Pesquisadores do CEPEA destacam que a alta acumulada na carcaça bovina foi de 9,2% em novembro, alcançando R$ 23,92/kg na última apuração. Quem ganha a disputa no mercado do boi gordo?

    O mercado do boi gordo vive um momento crítico, com pecuaristas e frigoríficos em uma disputa que impacta tanto os preços atuais quanto as perspectivas futuras. Enquanto a oferta segue limitada, o comportamento dos agentes da cadeia determinará se o preço da arroba se mantém estável ou enfrenta novas quedas.

    Quem ganha essa queda de braço? O desfecho dependerá da força dos pecuaristas em sustentar os valores atuais diante da pressão das indústrias. Por ora, o cenário segue marcado por incertezas e volatilidade

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