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    Mais da metade das empresas se acha preparada contra choques externos

    BarthimanBarthimanfevereiro 15, 2025
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    Mais da metade das empresas brasileiras afirma que está preparada para lidar com choques externos nos próximos doze meses. A constatação é da segunda edição da pesquisa “Perspectiva dos Conselheiros e Executivos – Ambiente de Negócios e Governança Corporativa”, realizada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). De acordo com o estudo, 53,6% das empresas participantes avaliaram como “positiva” a sua capacidade de se antecipar ou se adaptar a choques; 38,4% declararam uma visão “neutra” sobre o tema; e apenas 8% mostraram-se pessimistas sobre como lidar com isso.

    Quando se considera o porte das companhias, o IBGC constatou que as menos confiantes são as que faturam entre 300 milhões de reais e 1 bilhão por ano. Esta é a única faixa em que a visão positiva não alcança, pelo menos, 50% das participantes. Apenas 44,3% delas declararam-se aptas a lidar com mudanças bruscas de cenário, um percentual próximo das 41% que se declararam neutras. O recorte concentra também a maior parcela de pessimistas com 14,7%.

    Entre as companhias com faturamento anual de 100 milhões a 300 milhões de reais, encontra-se a maior taxa de otimistas: 59,6% das respondentes acreditam estar à altura de qualquer choque nos próximos doze meses. No extrato com faturamento acima de 1 bilhão de reais, o percentual é de 57,4%.

    Segundo o IBGC, as dificuldades financeiras são a principal razão das empresas que se mostraram pessimistas quanto à resiliência diante de problemas futuros. Outros fatores são relacionados a características das próprias estruturas de comando, como o conservadorismo do conselho de administração e da diretoria executiva e a lentidão nos processos de tomada de decisão.

    A pesquisa ouviu 349 profissionais que ocupam postos de comando em suas organizações, dos quais, 182 são membros de conselhos de administração e 167 estão na diretoria executiva. Duzentos e vinte e nove participantes atuam em empresas de capital fechado; 54, em companhias listadas na Bolsa; 32 pertencem a organizações do terceiro setor.

    Considerando-se que a maioria das empresas declara que está apta a lidar com choques externos, não é difícil de entender por que 69,9% delas acreditam que apresentarão um desempenho positivo nos próximos doze meses. Outros 25,8% projetam um desempenho neutro, e apenas 4,3% creem que terão um ano ruim. A carga tributária é apontada por 58,7% dos participantes como o principal fator que pode ameaçar os negócios nos próximos meses, à frente da inflação (50,1%) e da corrupção (32,4%).

    Quase 90% das empresas quer melhorar governança, segundo o IBGC

    O IBGC também verificou como anda a disposição das empresas em melhorar sua governança corporativa. Dos 349 entrevistados, 86,8% consideraram “provável” ou “muito provável” que as companhias que comandam passem por melhorias na governança nos próximos 12 meses.

    Para 43,6% dos participantes, os focos mais prováveis de aprimoramento serão as estruturas e os processos pertinentes ao conselho de administração. Já 41,3% apontaram questões de compliance e integridade. O levantamento também mostra que as incertezas sobre os custos e benefícios decorrentes da governança corporativa são o principal fator que dificulta o avanço nessa área, segundo também 41,3% dos entrevistados.

    Trinta e um por cento responderam que o maior empecilho é a avaliação de grupos influentes dentro de suas companhias de que a governança já alcançou um nível satisfatório, o que dispensaria a necessidade de novos aprimoramentos.

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