A convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 trouxe de volta uma característica histórica que estava desaparecida: a forte presença de jogadores que atuam no futebol brasileiro.
Desde a conquista do pentacampeonato mundial em 2002, a seleção não reunia tantos atletas vinculados a clubes do país. Naquele ano, o técnico Luiz Felipe Scolari convocou 23 jogadores, sendo 12 que atuavam no Brasil. O número aumentou para 13 após a entrada de Ricardinho no lugar de Emerson, cortado por lesão.
Entre os nomes daquela campanha estavam Marcos, Rogério Ceni, Kaká, Kléberson, Vampeta e Edílson. O Brasil conquistou o penta com vitória sobre a Alemanha na final.
Os jogadores que atuavam no Brasil em 2002 eram:
Para a Copa de 2026, a seleção volta a contar com atletas do cenário nacional:
A presença desses jogadores reacende a identificação entre torcida e seleção. O torcedor acompanha esses atletas semanalmente em campeonatos nacionais, Libertadores e Copa do Brasil, fortalecendo a ligação emocional com a camisa amarela.
A predominância de atletas que atuam fora do país começou a ganhar força em 1990, na Copa da Itália. Na época, o técnico Sebastião Lazaroni levou 12 jogadores que defendiam clubes estrangeiros, algo considerado incomum até então.
Décadas antes, atuar no exterior era visto até com desconfiança. Em 1958, João Altafini, o Mazzola, enfrentou críticas durante a preparação para a Copa após negociação com o Milan. Parte da imprensa questionava se o atacante evitaria divididas para não comprometer sua transferência para a Itália.
Hoje, o cenário é completamente diferente. Jogar na Europa virou objetivo natural dos principais talentos brasileiros, mas a volta de atletas do futebol nacional à seleção reacende uma relação histórica entre clubes, torcida e seleção brasileira.





