O câncer de cabeça e pescoço é um grupo de tumores malignos que pode atingir diferentes áreas, como boca, garganta, laringe, nariz, seios nasais, pescoço e tireoide. No Brasil, cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer.
A doença pode surgir inicialmente em regiões como a cavidade oral, laringe ou orofaringe, e se espalhar para os linfonodos do pescoço. Em alguns casos, também pode estar relacionada ao câncer de tireoide. A identificação do local de origem do tumor é essencial para definir o tratamento adequado.
O diagnóstico precoce é um fator decisivo para aumentar as chances de sucesso no tratamento. Geralmente, a confirmação e o estágio da doença são determinados por exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a infecção pelo HPV, especialmente associada a tumores na orofaringe.
O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio e da localização do tumor. Em alguns casos, terapias mais modernas, como a imunoterapia, também podem ser utilizadas, trazendo avanços importantes nos resultados.
Os sintomas variam conforme a região afetada, mas podem incluir feridas na boca que não cicatrizam, dor persistente, dificuldade para engolir, rouquidão, caroços no pescoço e alterações na voz. É fundamental procurar avaliação médica caso esses sinais persistam por mais de 21 dias, para garantir diagnóstico e tratamento precoces.







