A dengue voltou a acender um sinal de alerta em Mato Grosso do Sul. Com a chegada do período de calor e chuvas, condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, autoridades de saúde reforçam a necessidade de prevenção e mobilização da população para evitar o aumento de casos da doença no Estado.
De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, o Estado já registrou 780 casos prováveis de dengue em 2026, com 42 casos confirmados até o início do ano, conforme boletim epidemiológico divulgado nas primeiras semanas do ano. Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à doença em 2026, mas o monitoramento segue constante.
Apesar dos números atuais ainda serem considerados controlados, especialistas alertam que a situação exige atenção, especialmente porque o Estado enfrentou um cenário preocupante recentemente. Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou mais de 14 mil casos prováveis de dengue e mais de 8 mil confirmações, além de 20 mortes relacionadas à doença em diversos municípios.
Mosquito encontra ambiente ideal nesta época do ano
As condições climáticas típicas do verão, calor intenso e chuvas frequentes — favorecem a reprodução do mosquito transmissor da dengue. Pequenos recipientes com água parada, como vasos de plantas, garrafas, pneus e caixas d’água destampadas, tornam-se criadouros ideais para o Aedes aegypti.
Por isso, os órgãos de saúde reforçam que a principal forma de combater a dengue ainda é eliminar a água parada, impedindo a reprodução do mosquito.
Sintomas exigem atenção
Os principais sintomas da dengue incluem:
febre alta repentina
dor de cabeça intensa
dores no corpo e nas articulações
dor atrás dos olhos
manchas vermelhas na pele
cansaço extremo
Em casos mais graves, a doença pode evoluir para dengue hemorrágica, com risco de morte. A orientação é que qualquer pessoa com sintomas procure imediatamente uma unidade de saúde e evite a automedicação.
Vacinação disponível para parte da população
O Estado também tem investido na vacinação contra a dengue. Mais de 223 mil doses do imunizante já foram aplicadas em Mato Grosso do Sul, direcionadas principalmente ao público prioritário definido pelo Ministério da Saúde.
Atualmente, a vacinação é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária considerada mais vulnerável a hospitalizações pela doença.
Combate depende da população
Especialistas reforçam que cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências, o que torna a participação da população essencial no combate à dengue.
Entre as medidas recomendadas estão:
manter caixas d’água bem tampadas
limpar calhas e ralos
evitar água parada em vasos de plantas
descartar corretamente pneus e recipientes
manter quintais limpos
A luta contra a dengue exige vigilância permanente. Pequenas atitudes no dia a dia podem evitar surtos e salvar vidas.




