O ex-pastor de jovens Daniel Kellan Mayfield, de 37 anos, foi condenado na terça-feira, 22 de outubro, à pena máxima de 20 anos de prisão após se declarar culpado, em dezembro de 2023, por posse de imagens ilegais de abuso sexual infantil. A decisão foi proferida por um tribunal estadual na Carolina do Sul.
Segundo informações da emissora WYFF4, Mayfield armazenou milhares de imagens contendo material pornográfico e registros de abuso envolvendo crianças, algumas com menos de 12 anos, capturadas enquanto as vítimas usavam o banheiro, trocavam de roupa ou tomavam banho.
Al Phillips, avô de algumas das vítimas, afirmou que a sentença representou um ato de justiça. “Teve um impacto tremendo nos meus netos, que foram vitimados por esse predador. É o tipo de coisa que rouba a inocência de uma criança e destrói sua confiança’, disse. Ele acrescentou: “Eu sou um cristão. Eu perdoo. Também entendo que, mesmo com o perdão, muitas vezes há consequências para o nosso pecado. Eu acredito no sistema de justiça e vendo sua sentença passar. Acredito que a consequência precisa acontecer’.
Mayfield já cumpriu dois anos da pena e deverá se registrar como agressor sexual ao ser libertado. Casado e também atuante como fotógrafo de casamentos, ele foi preso pela primeira vez em junho de 2023, acusado de voyeurismo enquanto exercia a função de pastor de jovens na First Baptist Gowensville, em Landrum, Carolina do Sul.
De acordo com os autos, ele teria gravado meninas de 14 anos no banheiro da igreja e filmado mulheres trocando de roupa em festas de casamento. Em dezembro de 2023, declarou-se culpado de uma acusação de posse de material ilegal. Conforme registros citados pelo jornal The Post and Courier Greenville, Mayfield ainda enfrenta 167 acusações relacionadas ao voyeurismo.
Entre elas, há seis por exploração sexual de menores em primeiro grau e outras vinculadas a três casamentos realizados entre 2019 e 2021, nos quais ele teria instalado câmeras em locais onde as pessoas tinham “expectativa razoável de privacidade’.
O jornal The Post and Courier informou que as acusações estão distribuídas em diferentes condados: 109 em Greenville, 38 em Spartanburg, nove em Greenwood, seis em Charleston e cinco em Beaufort.
A investigação foi concluída em outubro de 2024, quando o Departamento do Xerife do Condado de Spartanburg publicou uma nota em sua página oficial pedindo que outras possíveis vítimas se apresentassem.
O caso teve início após um episódio ocorrido em 27 de maio de 2023, quando uma mulher relatou ter flagrado Mayfield filmando pela janela do banheiro na casa de sua mãe, em Greenwood. Ao ser confrontado, ele negou, mas depois admitiu a gravação e entregou o celular à mulher para que visse o vídeo. O depoimento policial menciona que, ao ser surpreendido, Mayfield teria dito “Que m…’ antes de interromper a filmagem.
Carly Hall, ex-cunhada de Mayfield, declarou à WYFF4 que foi a primeira pessoa a acionar o 911, em maio de 2023, após encontrá-lo gravando-a no chuveiro. “Achei que só ia pegar o vídeo e apagá-lo de onde quer que estivesse, no telefone, na nuvem, no Google Drive. Mas logo em seguida vi outras gravações’, afirmou.
Segundo o The Christian Post, ela relatou ter encontrado centenas de imagens envolvendo dezenas de mulheres, crianças e até seu bebê de 2 meses. Segundo seu depoimento, “ele tinha câmeras em várias casas onde eu estava. Ele as instalava e também usava o próprio celular para filmar. Sempre que eu estava em sua presença, ele estava gravando’.
Via: GospelPrime





