A Polícia Federal investiga a compra de um triplex de R$ 22 milhões feita pelo senador Ciro Nogueira. em uma área nobre de São Paulo. O apartamento, de 514 metros quadrados está em fase final de construção.
A compra foi feita em julho de 2024, um mês antes do senador apresentar uma emenda que beneficiaria o Master: o aumento do limite do fundo garantidor de créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. De acordo com a PF, Vorcaro disse que o texto “saiu exatamente como ele mandou”. Em nota, o senador afirmou que o negócio foi feito 100% pela CNLF empresa da família dele e atribuiu à “perseguição política em ano eleitoral” as informações divulgadas pela PF.
Quatro dias depois da operação, o senador trocou de advogado. A mudança na equipe de defesa de Ciro Nogueira acendeu o sinal amarelo em Brasília. O temor é o chamado “efeito Vorcaro” – que trocou de advogados e começou a negociar uma delação premiada. Pessoas próximas ao senador dizem que ele nega que vá buscar um acordo com a polícia federal.
Oficialmente, a substituição “foi uma decisão em comum acordo”. Saiu Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e entrou Conrado Gontijo – considerado próximo de Kakay e com boa relação com ministros do Supremo.
A troca de advogados marca uma mudança na estratégia do caso. Ciro Nogueira disse a aliados que “está se sentindo acuado” depois do avanço da investigação da PF. De acordo com a investigação, o presidente do partido Progressistas é “destinatário central” de propinas pagas pelo dono do Master, o banqueiro Daniel Vorcaro, o que incluiria uma mesada de 300 mil a meio milhão de reais.
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