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    Brasil ganha nova arma contra vírus que afeta bebês e pode levar à morte

    BarthimanBarthimanmarço 30, 2026
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    Após a inclusão da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), vírus causador da bronquiolite, no calendário de gestantes em dezembro do ano passado, o Brasil ganha mais uma arma contra a doença que é potencialmente perigosa para recém-nascidos e bebês nos primeiros seis meses de vida: foi aprovado o registro no Brasil do medicamento clesrovimabe, de nome comercial Enflonsia, da farmacêutica Merck Sharp &Dohme Farmacêutica, a MSD. O fármaco é indicado para recém-nascidos e lactentes que passam pela primeira vez por uma temporada de circulação do VSR, segundo resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 30.

    O remédio, um anticorpo monoclonal, é administrado por meio de injeção intramuscular e, em testes clínicos, demonstrou capacidade de proteger os bebês por até cinco meses após a aplicação, diminuindo a possibilidade de agravamento da doença e reduzindo em 84,3% os índices de hospitalizações. O medicamento foi aprovado pela FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, em junho do ano passado.

    “A doença costuma ser mais grave nos primeiros seis meses de vida, especialmente em prematuros e em crianças com outras condições de saúde, como cardiopatias congênitas ou doença pulmonar crônica da prematuridade”, disse, em nota, a Anvisa.

    A agência informou que em casos de pacientes que realizaram cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, é recomendada “a administração de dose adicional após estabilização clínica, considerando a potencial redução dos níveis no sangue do anticorpo”.

    A aprovação do medicamento não significa que a droga estará disponível de forma imediata para a população. Após receber a liberação do registro, o produto segue para a etapa de precificação e posterior análise para incorporação pelos planos de saúde e pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Outras opções contra o VSR

    O VSR é um vírus que põe em risco bebês e crianças com menos de 2 anos por estar relacionado a 80% dos casos de bronquiolite e 60% dos episódios de pneumonia. A infecção pode levar a hospitalizações e à morte, principalmente entre prematuros — nesta população, a taxa de mortalidade chega a ser sete vezes maior —.

    O Brasil tem aprovado e incorporado opções para proteger os bebês e evitar casos graves por infecções pelo vírus. A vacina recombinante contra os vírus sinciciais respiratórios A e B foi aprovada para uso no Brasil em abril de 2024 e é indicada para mulheres na 28ª semana de gravidez. A dose é única e tem como objetivo dar proteção já nos primeiros meses de vida. Em fevereiro do ano passado, foi incorporada ao SUS, e passou a ser aplicada em dezembro. Em ensaios clínicos, apresentou 81,8% de eficácia até o terceiro mês de vida do bebê e 69,4% até o sexto mês.

    Desde fevereiro, o SUS oferece o imunizante nirsevimabe, indicado para todos os bebês prematuros nascidos a partir de agosto de 2025, com menos de 37 semanas de gestação e até seis meses de idade, independentemente do peso ao nascer ou da vacinação materna.

    A estratégia contempla ainda crianças de até dois anos que apresentam maior risco de complicações, como aquelas com broncodisplasia pulmonar, cardiopatias congênitas, malformações das vias aéreas, doenças neuromusculares, fibrose cística, imunodeficiências graves ou síndrome de Down.

    Na rede privada, o nirsevimabe tem cobertura dos planos de saúde e é recomendado para todos os bebês, prematuros ou nascidos no tempo esperado da gestação.

    Vacinação contra a gripe

    A temporada de circulação de vírus respiratórios já teve início e os pais devem levar as crianças aos postos para vacinação contra a influenza, o vírus causador da gripe. A campanha teve início no último sábado, 28, e as doses estão sendo distribuídas para a população de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias).

    CREDITO. Veja / Paula Felix SEGUIR SEGUINDO

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