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    Home»Destaque»Mulheres são condenadas a mais de 80 anos por morte em “tribunal do crime”
    Destaque

    Mulheres são condenadas a mais de 80 anos por morte em “tribunal do crime”

    BarthimanBarthimanabril 16, 2026
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    Após mais de 11 horas de julgamento nesta quarta-feira (15), quatro mulheres foram condenadas pela morte de Érica Rodrigues Ribeiro, assassinada com mais de 40 facadas após ser submetida a um “tribunal do crime’, em Três Lagoas, distante 327 quilômetros de Campo Grande. A sessão foi presidida pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos.

    Somadas, as penas ultrapassam 80 anos de prisão. As rés foram consideradas culpadas por homicídio duplamente qualificado  por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima,  além de integrarem organização criminosa.

    A maior pena foi aplicada a Elma Virgínia da Silva Prado, condenada a 24 anos, três meses e 20 dias de prisão em regime fechado. Andrea Paloma Mendes de Souza recebeu 20 anos e 10 meses, também em regime fechado.

    Daniela Garcia Gomes foi condenada a 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Ela não compareceu ao júri e, conforme o processo, rompeu a tornozeleira eletrônica. Já Juliana da Silva Matos foi sentenciada a 16 anos e seis meses, em regime semiaberto.

    Caso

    Conforme denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o crime ocorreu na madrugada de 2 de setembro de 2019 e envolveu diversos integrantes de uma facção criminosa.

    A vítima foi sequestrada em casa, levada à força e mantida em cárcere privado, onde passou por um julgamento clandestino promovido por membros da organização. Durante esse período, houve reuniões por telefone entre os envolvidos – chamadas de “radiações’ – para decidir o destino da vítima.

    Após a decisão pela morte, Érica foi levada para uma área afastada conhecida como “Cascalheira’, onde foi executada com 43 golpes de faca no pescoço, costas e nuca. Laudo pericial apontou que ela não teve chance de defesa, sendo contida enquanto era atacada.

    Ainda segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma suspeita de abuso sexual atribuída à vítima. No entanto, as investigações não encontraram qualquer prova ou registro formal que sustentasse a acusação.

    A apuração aponta que a justificativa foi usada como pretexto para a execução, dentro da lógica de atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital).

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