A França acordou neste sábado (14) em estado de alerta de ataque, um dia após o assassinato de um professor em uma escola em Arras (norte), esfaqueado até a morte por um jovem fichado por extremismo, um ato qualificado de “terrorismo islâmico” pelo presidente Emmanuel Macron.
Cerca de 7 mil soldados da força Sentinela, especializada no combate antiterrorista, estarão destacados em todo o território “até segunda-feira (16) à noite e até novo aviso”, anunciou o Palácio do Eliseu neste sábado, um dia após este ataque ocorrido três dias antes das homenagens previstas ao professor Samuel Paty, em lembrança aos três anos do seu assassinato.
Paty, professor de história e geografia, foi decapitado em 16 de outubro de 2020, pouco depois de deixar a escola onde trabalhava nos subúrbios de Paris, por mostrar caricaturas de Maomé durante aulas sobre liberdade de expressão.
O ataque de Arras também ocorre em uma “atmosfera extremamente tensa” devido ao conflito entre Israel e o Hamas, sublinhou o ministro do Interior, Gérald Darmanin, afirmando que houve uma “ligação, sem dúvida, entre o que aconteceu no Médio Oriente e o ato” do agressor, na sexta-feira (13).
“Emergência atentado”
MSN




