Azia é um desconforto que qualquer pessoa pode sentir, especialmente quando há hábitos pouco saudáveis, como fumar, consumir alimentos ultraprocessados, entre outros fatores. Para entender como aliviar esse incômodo, conversei com a nutróloga Isolda Prado, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), e com Áureo Delgado gastroenterologista e membro titular da FBG (Federação Brasileira de Gastroenterologia).
Antes de tudo, o que causa azia? Ela ocorre quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago. Por que isso acontece? ‘Quando há um relaxamento transitório ou incompetência do esfíncter esofágico inferior, permitindo o refluxo. Dessa maneira, esse ácido irrita a mucosa esofágica, que não tem a mesma proteção que o estômago’, explica Prado. Hábitos que causam azia:
Alimentos que podem piorar ou provocar azia: Comidas ricas em gordura, frituras, chocolate, café, bebidas alcoólicas, refrigerantes, itens muito condimentados, cítricos e tomate, incluindo molhos. Lembrete: A resposta à alimentação é muito individual. Um alimento considerado gatilho clássico, como o café, não precisa necessariamente ser retirado da dieta se a pessoa o consome e não sente sintomas, diz Delgado.
E quais alimentos podem ajudar? Aqueles de fácil digestão e com baixo teor de gordura, como vegetais, aveia, banana e opções ricas em fibras. Por que? ‘Eles contribuem para um esvaziamento gástrico mais eficiente e menor irritação’, diz Prado. Alô, remédio? Medicamentos como antiácidos ou ‘prazóis’, como o omeprazol, são eficazes para aliviar os sintomas, mas são considerados medidas paliativas em casos ocasionais.
Precisa ir no médico? Só se a azia ocorrer duas ou mais vezes por semana ou se o sintoma persistir por mais de três meses. A ocorrência frequente deve ser investigada. Ela pode indicar a doença do refluxo gastroesofágico, daí realmente precisa de uma avaliação médica. Outros sinais de alerta de azia recorrente: Segundo Delgado, a investigação deve ser mais cuidadosa quando a pessoa tem mais de 50 anos, obesidade, é do sexo masculino, fuma ou tem histórico familiar de câncer do aparelho digestivo.
Mito ou verdade?
É verdade, mas especialistas alertam que essa não é uma solução segura nem indicada para uso frequente. ‘O uso crônico pode causar distensão abdominal, aumento da produção de gás, alcalose metabólica e sobrecarga de sódio, sendo contraindicado em pacientes hipertensos ou com doenças cardiovasculares’, diz Prado.
Sim. O ideal é esperar pelo menos duas horas antes de se deitar. A posição horizontal logo após comer reduz o efeito da gravidade e favorece o refluxo.
Depende. Segundo Prado, o leite pode ter efeito tamponante, ou seja, aliviar temporariamente a queimação. Mas, especialmente no caso dos integrais, também pode estimular a produção de ácido posteriormente e piorar o quadro em algumas pessoas.
Lenço umedecido é melhor que papel higiênico? Especialistas afirmam que uso deve ser pontual e não substitui a higienização com água e sabão Cardio + musculação é a receita ideal para vida mais longa e saudável. Combinação de exercícios oferece proteção contra doenças cardiovasculares e previne vários tipos de câncer.
Gordura abdominal está ligada a maior risco de perda urinária em mulheres, sugere estudo. Pesquisa da UFSCar avaliou 99 mulheres entre 18 e 49 anos em São Carlos




