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    Cria, recria e engorda: entenda como melhorar a rentabilidade

    BarthimanBarthimanjulho 8, 2025
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    Na pecuária de corte, compreender e aplicar corretamente as fases de cria, recria e engorda é fundamental para alcançar bons resultados econômicos e operacionais. Cada etapa possui funções específicas dentro do sistema produtivo, exigindo planejamento, decisões estratégicas e manejo adequado. Quando bem conduzidas, essas fases garantem animais mais produtivos, reduzindo custos e elevando a qualidade da carne produzida.

    A primeira fase, a cria, vai do nascimento até o desmame e concentra-se no manejo das matrizes e na saúde dos bezerros. É nesse momento que se define a base genética e sanitária do rebanho. A recria, por sua vez, compreende o período entre o desmame e o início da terminação. Nessa etapa, o foco recai sobre o desenvolvimento corporal, a qualidade das pastagens e a suplementação adequada, com atenção especial ao ganho médio diário.

    Por fim, a engorda ou fase de terminação prepara o animal para o abate, buscando um bom acabamento de carcaça, seja por meio de pastagens de inverno ou em sistemas de confinamento, conforme a estratégia do lote.

    Segundo Juca Quintana, zootecnista e gerente de pecuária do Grupo Ceolin, um dos maiores do Sul do país, as três fases precisam estar alinhadas a metas claras e acompanhamento de indicadores. Para ele, é impossível alcançar bons resultados sem planejamento. “Se você não definir onde quer chegar, não vai chegar a lugar nenhum. Tem que elaborar planos de acordo com a realidade da região”, afirma.

    No modelo adotado pelo grupo, localizado em Uruguaiana (RS), as fêmeas passam por um processo de seleção para reposição do rebanho, enquanto os machos seguem para a invernada. Todos os bezerros são terminados dentro do próprio sistema, utilizando pastagens de verão e, posteriormente, pastagens de inverno ou confinamento.

    Na recria, a eficiência está diretamente ligada ao desempenho dos animais. Para atingir a meta de peso com um ano de idade, é necessário investir na qualidade das forragens, no tipo de suplemento utilizado e no ajuste da carga animal por hectare. Quintana destaca que quem não dispõe de pasto suficiente precisa considerar alternativas, como o campo diferido ou o confinamento. Além disso, o produtor deve decidir se a prioridade será o ganho individual por animal ou o ganho por área, dependendo do objetivo econômico. A sanidade também é um ponto crítico nessa fase. Doenças como a verminose causam perdas silenciosas quando o manejo sanitário não está em dia, comprometendo o desempenho do lote.

    Na fase de engorda, parte dos animais do Grupo Ceolin retorna aos campos de inverno entre os 18 e 20 meses, enquanto outros são levados ao confinamento para obter um acabamento mais uniforme antes do abate. Segundo Quintana, essa decisão depende das características do lote e da estratégia de comercialização. Ele explica que no Sul do país é comum que as três fases da pecuária sejam conduzidas por propriedades diferentes, sendo que apenas entre 20% e 25% das fazendas fazem o ciclo completo. De forma geral, a cria ocorre em áreas mais marginais, e a recria e a terminação ficam com produtores com mais estrutura, acesso a grãos e logística de venda.

    Falhas no manejo que comprometem a terminação

    Para o zootecnista Vinícius Campos, que atua com consultoria em abates na região Nordeste, o impacto da recria na terminação é direto. Ele observa que falhas no manejo da fase intermediária resultam em animais menos estruturados e com desempenho inferior no frigorífico. Quando a recria é bem conduzida, o animal chega mais cedo ao ponto ideal de abate, com menor necessidade de tempo no confinamento e maior valorização da carcaça. “Se o animal tem baixo ganho de peso, adoece com frequência ou se desenvolve lentamente, isso já indica que as fases anteriores foram mal conduzidas”, afirma.

    Mais do que técnica, a pecuária moderna exige uma gestão profissional. Para Quintana, uma equipe engajada e comprometida com os objetivos da empresa é essencial para alcançar bons resultados. Ter as pessoas certas nas funções certas contribui diretamente para a eficiência das operações. O mesmo vale para a gestão financeira, que precisa estar alinhada ao mercado. O produtor deve saber planejar seus investimentos, evitar decisões por impulso e aproveitar as oportunidades comerciais com inteligência. “A gestão é o que permite agir com estratégia, seja na compra de insumos ou na venda de animais. É isso que garante a rentabilidade e a sustentabilidade do sistema”, pontua o especialista.

    Nas propriedades que terceirizam parte do ciclo, especialmente a recria e a terminação, o cuidado com o padrão genético e o manejo precisa ser ainda mais rigoroso. Campos alerta que, mesmo quando o trabalho é compartilhado, a responsabilidade sobre o resultado final continua sendo do produtor. Garantir animais de raças com aptidão para produção de carne, oferecer nutrição adequada e manter o controle sanitário são pontos decisivos para o sucesso do sistema.

    A experiência de campo mostra que a eficiência da pecuária de corte está diretamente ligada à forma como cada fase do ciclo produtivo é conduzida. Desde a cria até a engorda, cada decisão tomada interfere no desempenho do animal e na rentabilidade final da propriedade. Investimentos em nutrição, sanidade, planejamento financeiro e qualificação da equipe são indispensáveis para uma pecuária mais produtiva, sustentável e competitiva.

    Como resume Vinícius Campos, “a pecuária hoje não oferece grandes margens de lucro. Por isso, cada decisão dentro da propriedade precisa ser pensada com critério, desde o nascimento do bezerro até a venda da carcaça”.

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