A ampliação dos serviços de saúde, o fortalecimento da estrutura hospitalar e a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados em Nova Andradina estiveram entre os principais assuntos discutidos por Dione Hashioka em reunião com representantes da classe médica do município.
Participaram da conversa o presidente da Associação Médica de Nova Andradina e do Vale do Ivinhema (AMENAVI), Dr. Ricardo Zicoloto; a médica pediatra Dra. Paulina Trotta Abrão, ex-presidente da associação e diretora clínica do Hospital Cassems de Nova Andradina; e Maura Paula, diretora administrativa do plano de saúde AMENA.
Entre as prioridades apresentadas está a implantação do serviço de hemodiálise em Nova Andradina, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios, além do avanço da assistência de alta complexidade.
Nova Andradina já dispõe de UTI de adultos, mas estruturas destinadas à UTI neonatal e pediátrica e ao banco de leite ainda precisam entrar efetivamente em funcionamento. Segundo os participantes da reunião, os espaços físicos estão preparados, mas é necessário avançar na formalização de convênios e nas condições necessárias para garantir profissionais, custeio e funcionamento contínuo dos serviços.
A situação do Hospital Regional também esteve no centro da discussão. Foram apontadas demandas relacionadas à melhoria da assistência secundária, contratação de profissionais e fortalecimento de áreas como pediatria, neonatologia e outras especialidades em que existe carência no município.
O déficit de profissionais especializados também repercute no atendimento a crianças e famílias que necessitam de acompanhamento específico. Entre as necessidades apontadas estão profissionais da neurologia e da pediatria, inclusive para ampliar a capacidade de atendimento às demandas relacionadas à neurodivergência e ao transtorno do espectro autista.
Outro problema mencionado foi a interrupção, por período superior a quatro meses, da realização do teste da orelhinha no município em razão de equipamento sem funcionamento. O exame é utilizado na triagem auditiva neonatal e permite identificar precocemente alterações na audição dos recém-nascidos.
A atenção primária também foi abordada, principalmente em relação à necessidade de novas contratações e de uma estrutura capaz de responder às demandas antes que os casos evoluam e sobrecarreguem os demais níveis de atendimento.
Durante a reunião, os médicos também defenderam melhorias na organização dos serviços de urgência e emergência. Uma das referências apresentadas foi a implantação, no pronto-socorro, da função de chefe de plantão exercida por profissional experiente, responsável por coordenar a equipe e auxiliar na condução dos casos de maior complexidade. A proposta é avaliar experiências adotadas em outros serviços de saúde e modelos que possam ser adequados à realidade de Nova Andradina.
Para Dione, ouvir quem trabalha diariamente na saúde permite identificar de maneira mais precisa onde estão os gargalos e quais medidas precisam ser priorizadas.
“São profissionais que conhecem a realidade da saúde de Nova Andradina, sabem onde estão as dificuldades e apontaram questões muito objetivas, desde a atenção primária até a alta complexidade. Temos estruturas que precisam ser colocadas para funcionar, déficit de profissionais e serviços importantes que precisam ser ampliados. Essas são pautas que assumo como compromisso, mantendo esse diálogo com a classe médica e trabalhando para buscar os caminhos necessários para melhorar o atendimento à população”, afirmou Dione.
Ela destacou ainda que o fortalecimento da saúde de Nova Andradina tem impacto regional, considerando que o município recebe pacientes de diferentes localidades do Vale do Ivinhema.
“A discussão não é apenas sobre ampliar estruturas. É fazer com que aquilo que já existe funcione, garantir profissionais, especialidades, equipamentos e capacidade de atendimento. Nova Andradina exerce um papel importante na região e precisa avançar nessa estrutura para oferecer uma assistência mais resolutiva para quem precisa do serviço público de saúde”, completou. Com informações da assessoria




